Para não dizerem que eu ando distribuindo Schnauzers de graça pro aí.
Pacto Maldito (Mean Creek, 2004). O filme poderia até ser bom se mexessem algumas coisas nele.
O filme é sobre um bully desses bem chatos e otários que todo mundo no fundo é doido pra tá uma surra. Conforme você assiste o filme você se torna um desses caras que é doido pra dar uma surra nele (nossa, quanta violência).
Bem filmado e com boa fotografia, mas bem previsível. Você pensa “agora vai acontecer tal coisa”, espera um pouquinho e ai acontece.
O filme também peca no corte que dedica muito tempo a apresentar os personagens e seu cotidiano em uma pequena cidade (essa é a parte legal do filme) mas acaba deixando pouco tempo para a história em si.
A moral do filme é meio estranha, algo como os chatos-e-otários-que-batem-em-todo-mundo também são gente e não devem morrer. Acho que o roteirista tem algo com isso.
Não é um filme descartável mas eu também não recomendaria, exceto para aqueles que querem testar seus dons paranormais para prever o futuro próximo em um filme. Não leva mais do que 1 de 5 Schnauzer:

Você pode dar uma assistida no trailer no YouTube ou compre o DVD logo baratinho (Buscapé).
@Eightbits e tem cinco dias que eu mandei um Sedex daqui pra Brasília. O DealExtreme envia mais rápido e de graça. Ô_Ô
Filosofada que deram aqui agora "Ex namorada é que nem Mac Donalds, a gente sabe que faz mal mas come."
@rosana sei muito bem o que é isso
caraca, meu Firefox tá crashando demais, vou depenar as extensões pra ver se melhora.
"The whole problem with the world is that fools are always so certain of themselves, but wiser people so full of doubts" Bertrand Russell
Agora ficou fácil emagrecer! Why take diet pills when you can enjoy AYDS? http://tinyurl.com/93kkn5
3 comentários
leo
March 24, 2008 em 12:25 am
concordo com a crítica, a história é interessante, mas o filme é muito previsível mesmo, ele acaba e você fica com aquela sensação de que faltava muita coisa, alguns ingredientes faltaram nesse filme,ele nos prende atenção a princípio e depois acaba se tornando previsível, e aquela sensação de entusiasmo se acaba e você ja sabe o que vai acontecer até o final.
arlenhugo
May 9, 2008 em 1:43 am
muito bom, este filme traz lembrancas das mulecagens de infancia tal como stand by me (Conta Comigo). uma direcao boa uma historia legal, nao chega a ser um classico mas vale a pena assistir sim. sou cinefelo e entendo um pouco de cinema e acho que o filme foi visto com maus olhos pelos as criticos acima. pessoal me digam onde este filme é previsivel? vc apenas imagina uma situacao logica e ai ela acontece. é apenas um questao de logico nao? imagina se o cara quiser surpreender a cada filme nao haveria roteiro para tais filmes. nem todo filme precisa ser um fargo um nicotina ou um pulp´fiction pra ser bom. esses si sao imprevisiveis nao concorda? reassitam!
Mario
October 10, 2008 em 12:01 am
O Filme é excelente! Indiferente de cortes, fotografia, todo o processo em si. Mostra, com genialidade, até que ponto a alma humana pode chegar. A questão é clara: Quem você é? Martin, O Gordo-idiota (George), ou os outros medrosos? O filme mostra, como são complicadas as relações no periodo da adolescencia. Quem nunca quis matar um babaca desses? Concordo com a referência que é feita com Stand by Me, garotos descobrindo a vida. Genial! O que acontece muitas vezes é que quando se passa a olhar o cinema de uma forma mais “profissional” acaba-se por esquecer das relações de sentimento (se colocar no lugar de). Muitas vezes esta analise fria de um filme afim de fugir do be-á-bá americano (inicio - meio - fim) defendendo um novo ponto de vista revolucionário acaba-se por ter uma opinião um tanto quanto unilateral. É preciso mais. É preciso ter uma visão aérea do filme para não analisar só o quesito “cinema” mas também compreender o foco temático do filme (relações adolescentes). Vibrar e viver cada cena e se lembrar da infancia e da própria adolescencia. Outros filmes interessantes para se fazer uma ponte seria “Elefante” e “Diário de um Adolescente” que retratam temas semelhantes e para os que gostam de jogos de camera, “Elefante” de Gus Van Sant é uma boa pedida. Porém há várias interpretações de modo que nenhuma esteja mais certa, ou mais errada. Como diria Clarice Lispector: “É uma questão de sensibilidade, Ou toca, ou não toca.”
Quem quiser discutir mais o assunto me escreva:
mario_aug@yahoo.com.br
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