Oct 02 2007
Postado por Silveira com as tags Crônica, Luis Fernando Veríssimo, Motel.

Ontem lá num evento aí eu assisti a uma peça com o texto dessa crônica do Luis Fernando Veríssimo. Se você gosta mesmo de humor está perdendo seu tempo lendo esse blog. Eu sugiro que você desligue o computador e vá procurar um livro dele.
E segue abaixo o texto “O Motel”:
Mirtes não se aguentou e contou para a Lurdes:
- Viram o teu marido entrando num motel.
A Lurdes abriu a boca e arregalou os olhos. Ficou assim, uma estátua de espanto, durante um minuto, um minuto e meio. Depois pediu detalhes.
- Quando? Onde? Com quem?
- Ontem. No Discretíssimu’s.
- Com quem? Com quem?
- Isso eu não sei.
- Mas como? Era alta? Magra? Loira? Puxava de uma perna?
- Não sei, Lu.
- O Carlos Alberto me paga. Ah, me paga.
Quando o Carlos Alberto chegou em casa a Lurdes anunciou que iria deixá-lo. E contou por quê.
- Mas que historia é essa, Lurdes? Você sabe quem era a mulher que estava comigo no motel. Era você!
- Pois é. Maldita hora em que eu aceitei ir. Discretíssimu’s! Toda a cidade ficou sabendo. Ainda bem que não me identificaram.
- Pois então?
- Pois então que eu tenho que deixar você. Não vê? É o que todas as minhas amigas esperam que eu faça. Não sou mulher de ser enganada pelo marido e não reagir.
- Mas você não foi enganada. Quem estava comigo era você!
- Mas elas não sabem disso!
- Eu não acredito, Lurdes! Você vai desmanchar nosso casamento por isso? Por uma convenção?
- Vou!
Mais tarde, quando a Lurdes estava saindo de casa, com as malas, o Carlos Alberto a interceptou. Estava sombrio.
- Acabo de receber um telefonema – disse. – Era o Dico.
- O que ele queria?
- Fez mil rodeios, mas acabou me contando. Disse que, como meu amigo, tinha que contar.
- O quê?
- Você foi vista saindo do motel Discretíssimu’s ontem, com um homem.
- O homem era você!
- Eu sei, mas eu não fui identificado.
- Você não disse que era você?
- O que? Para que os meus amigos pensem que eu vou a motel com a minha própria mulher?
- E então?
- Desculpe, Lurdes, mas…
- O quê?
- Vou ter que te dar um tiro…
adeus Bruxelas. Saindo correndo do hotel para a estação.
pronto, lançaram minha última média, terminei meu bacharelado em computação. game over.
Cego enxerga sua mulher pela primeira vez depois de implantar um dente no olho http://is.gd/1mDHb
@chucre @danilodiogo valeu cara. Vou com minha resalva do consulado aqui, esperando não ter problemas. o/
indo no museu de quadrinhos da bélgica.
muito louca essa matéria http://is.gd/1mopd
pronto, papelada ajeitada no consulado brasileiro. meu retorno tá garantido.
indo na delegacia, depois embaixada. de toda forma só tem mais um ponto turístico que eu quero visitar na cidade antes de ir amanhã
16 comentários
Aragão
October 2, 2007 em 9:39 pm
Muito bom… vou procurar pesquisar mais sobre ele e se me agradar até comprar um livro do mesmo… mas seu humor comparado a coisas alheias é irreverente
http://www.blogdoaragao.com – Em – A rivalidade entre meios de transportes
Dora
October 3, 2007 em 1:40 am
Ele é o cara. O final dessa crônica é pácabá…
Filipe Kiss
October 3, 2007 em 9:36 am
Grandee tio Luiz… batia um bolão com ele nos finais de semana… =P
Muito bom o texto… Todos dele valem a pena ;D
aecioborba
October 3, 2007 em 11:12 am
Rapaz, essa eu não conhecia… quase me acabo aqui.
Falou, negrada!
David
October 3, 2007 em 5:00 pm
Hum, me parece que temos blogs afins. O que acha de colocá-los para cruzar?
P.S = O meu é o macho.
De uma lidinha.
Silveira
October 3, 2007 em 5:09 pm
E o meu é muito macho! Cê acha que um blog chamada Eu Podia Tá Matando é o que?
Leo Santos
October 4, 2007 em 7:40 am
lol!!!
“..colocá-los para cruzar?
P.S = O meu é o macho.”
???? papo estranho, o pior foi a resposta do Silveira:
“E o meu é muito macho!” UI!!!!!kkkkkkkkkkkkkk
João Áquila
October 4, 2007 em 1:23 pm
Eu sempre soubi que essas coisas cabam mal(u?)
Edlaine-Umuarama-Pr
October 4, 2007 em 4:57 pm
Mais uma perola do nosso querido Luis
“A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro.”
VOCE É A FAVOR OU CONTRA O DESARMAMENTO?
Aprenda a chamar a polícia… falando em desarmamento…
Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.
Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruidos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro.
Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranquilamente.
Liguei baixinho para a polícia informei a situação e o meu endereço.
Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:
- Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal.
Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações.
O tiro fez um estrago danado no cara!
Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate , uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.
Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.
No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
- Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.
Eu respondi:
- Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível”.
(Luís Fernando Veríssimo)
Silveira
October 4, 2007 em 5:25 pm
Edlaine-Umuarama-Pr,
não acho que eses texto seja de Luís Fernando Veríssimo. Acho que alguém (alguém bem bobinho por sinal) escreveu e assinou com o nome dele pra o texto ganhar um ar de notoriedade… tsc tsc tsc
Eliz
October 5, 2007 em 9:19 am
Oi, vou começar a ler seu blog, adorei o estilo.
Já baixei alguns textos dele, agora é arranjar tempo pra ler
Edlaine-Umuarama-Pr
October 5, 2007 em 1:42 pm
Ha é ?
poxa…desculpa ai…
vou prestar mais atençao quando postar algum texto..
valeu…abraços
Marcia
October 24, 2007 em 8:30 am
Queria saber quais os Ps que usam um Motel?
Lary Karen
October 24, 2007 em 11:55 am
Já lei mtos livros do Luis,tanto dele como do seu pai Érico.Amo os dois,sao meus autores preferidos.Os textos de LFV sao um melhor q o outro,maravilhosos.Sugiro q qm ainda naum leu comece com As comédias da vida privada ou Clube dos anjos.
Karol
August 16, 2008 em 11:10 am
muito legal, gosto muito das onbras dele!
michelly
February 27, 2009 em 11:34 am
muito, muito bom…
o veríssimo é o cara!
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