Feb 16 2008
Postado por Silveira com as tags campus party, Campus Party Brasil 2008, Demi Getschko.

Houve hoje uma palestra muito interessante com o Demi Getschko, considerado o pai da Internet no Brasil. Ele mostrou um pouco da história da rede, os protocolos, os orgãos e as filosofias de liberdade e autonomia.





Minha outra pergunta foi sobre o crescimento da China (com seu histórico de autoritarismo) dentro da Internet e se isso não colocará em risco as liberdades já adquiridas pela rede.
Getschko respondeu que essa é uma preocupação mas que, para ele, a China está aos poucos desistindo disso e que de toda forma a própria rede encontra e encontrará meios de subverter e tr
Sem dúvida uma das melhores palestras do Campus Party e uma grande satisfação pra mim conhece-lo.
19 comentários
Rodrigo Fante
February 16, 2008 em 8:05 pm
Acho que somente ele pensa que é facil .com.br
Varias vezes pensei em registrar um .com.br mas desisti pois eh muito mais facil e barato registrar .com
Raphael
February 16, 2008 em 8:43 pm
Rumo à liberdade!
.com.br requer mesmo muita burocracia inútil…
Xisberto
February 16, 2008 em 10:20 pm
Mas e aí, Silveira, vc conseguiu conversar com ele depois da palestra?
Ele meio que pediu sugestões suas na resposta dele, como foi?
Silveira
February 16, 2008 em 11:04 pm
Xisberto, não. Havia muita imprensa lá para entrevista e eu achei melhor falar com ele por mail.
demi getschko
February 17, 2008 em 4:46 pm
Eu queria muito ouvir os comentários. O com.br deve (e acho que é) fácil de usar. Mas se não é essa a opinião de muitos, gostaria de saber das sugestões. Quanto ao preço do registro, já fomos doa mais baratos. Agora o pessoal dos genéricos está lançando uma campanha agressiva de registro. Isso é, certamente, válido mas, a meu ver, são coisas não comparáveis. Porque:
1- o .br não tem fins comerciais
2- o que sobra (e sobra!) do custo do registro, é reinvestido em ações na Intenet do país, e não repassado aos “acionistas” que, logicamente, não temos…
Queremos nos manter competitivos, para poder continuar a agir. Por isso temos o nom.br a 10 reais por ano. E podemos rever os valores dos demais registros. Mas, realmente, 30 por ano não parece ser excessivo. De qualquer forma, o .br gostaria de continuar sendo a primeira escolha dos brasileiros!
Grande abraço
demi
Rafael Bernard Araujo
February 18, 2008 em 11:27 am
@Demi:
Creio que a burocracia explicitada por todos é o fato de que só é possível registrar um .com.br tendo-se um CNPJ, quando o registro de um .com nada requer.
Um .org.br requer, além do CNPJ, prova de que a entidade é uma Organização sem fins lucrativos.
Quem é que define as obrigatoriedades?
Arthur Callado
February 18, 2008 em 12:16 pm
Além da burocracia inútil, o custo de manutenção de um domínio JÁ É muito inferior a R$ 30,00 anuais. Porque não baixam o preço? Diminuindo a burocracia, o custo baixa ainda mais.
demi getschko
February 18, 2008 em 1:54 pm
Rafael
Quem define as obrigatoriedades é o CGI e a razão de algumas delas é preservar a semântica do DNS brasileiro. Hoje, se você é org.br, com certeza é sem fins de lucro… se é com.br com certeza é pessoa jurídica. E basta citar qual o CNPJ, não precisa mandar nenhum papel. A regra semrpe foi acreditar na declaração do usuário. Os poucos sub-domínios que pedem documentação são os protegidos, como o net.br e o org.br. Mas isso, aparentemente, vai a favor dos que neles estão, mantendo o significado do nome de domínio..
É um difícil equilíbrio entre ser totalmente aberto como é o .com, ou ser mais restrito sem perder a atratividade. No .br, por exemplo, só aceitamos empresas e pessoas que tenham presença no País. Somos um ccTLD “fechado”, que se volta à comunidade interna. Não buscamos registros de qualquier lugar do mundo. Com isso, qualquer resolução de conflitos acaba sendo feita dentro do país, sem necessidade de WIPO (OMPI), Genebra etc etc…
demi
Ps. outr vantagem da separação entre pessoa física e jurídica é que podemos proteger dados de pessoa física no WHOIS e mostrar abertamente dados de pessoa jurídica…
Baka no Hon.com
February 18, 2008 em 3:33 pm
[...] [Pergunte ao Urso] O Mestre da Guilhotina Voadora [Mentes Ociosas] Red [Amantes de Imagens] Demi Getschko, o Pai da Internet no Brasil [Eu Podia Tá Matando] Teste de pobreza [Casa do [...]
Rafael Bernard Araujo
February 19, 2008 em 11:30 am
@Demi:
Grato pela resposta. Pessoalmente, acho que o saldo final é positivo em haver as restrições. Como você mesmo disse, a semântica é quase toda verdadeira (basta lembrar que quem tem CNPJ pode registrar um domínio não necessariamente de uma empresa).
E, como você bem lembrou, há todas outras opções para quem não tem empresa. E acho positivo termos odo, adm, pro, nom etc e utilizá-los verdadeiramente.
Leandro Enck
February 19, 2008 em 1:54 pm
Cara, só é necessário o CNPJ… acho que é justo… lá nos EUA que a coisa não é organizada…, ter um domínio .com significa que você é um comércio. Se você quiser, pode abrir um domínio com CPF, é só verificar no registro.br.
Um abraço.
Arthur Callado
February 19, 2008 em 11:51 pm
Tá, vejo que a burocracia não vai diminuir.
Mas e o preço? Por que o preço não baixa, já que R$ 10,00 (preço somente do .nom.br) é mais que suficiente para cobrir os custos de manter um domínio e esse mesmo custo fica cada vez menor com o aumento no número de domínios registrados?
Além disso, porque não se acaba com o monopólio do registro.br, permitindo-se que outras empresas também registrem domínios .br? Ou será que não tem ninguém interessado em explorar o serviço no Brasil?
Guilherme Louro
February 20, 2008 em 12:14 pm
isso é brasil!! !
hj eu vi um site que talvez gera um post pra vc! Aí resolvi te dar essa dica! http://www.meualibi.com.br
é engraçado e se tu ta pensando em uma desculpa pra trair a namorada!! isso é perfeito hahahahaha
manda ver!!
espero ter ajudado!! grande abraço e sucesso no blog
Rodrigo Fante
February 20, 2008 em 6:34 pm
Aqui na Italia que é bom, internet, cartao de credito, 8 euros, e um .it na mao na hora.
Acho o maior problema o .com.br precisar de CNPJ, falam que podemos ter um nom.br, 90% da internet nem sabe dessas peculiaridades, lembram o nome da pessoa e tentam direto no .com.br, perde-se muito registrando “genéricos”.
Eu tenho 10 sites que mantenho todos no .com pois sao meus, e eu nao tenho empresa, logo, seria excluido da internet comercial brasileira se nao pudesse registrar um .com, que alias paguei 15 reais para registrar com apenas meu cartao de credito na mao.
Responder ja achei legal, é um começo, mas ler e responder, é diferente de realmente ouvir e refletir.
Patola
February 21, 2008 em 2:51 am
Muitas organizações ou entidades não têm existência formal como ONG e não podem por isso ter um .org.br. Muitas delas começam como um esforço de uma pessoa só. Registrei um .org com a maior facilidade, só precisei do cartão de crédito. É um absurdo total eu precisar de “papelada” pra fazer um .org.br que é menos atrativo (mais longo de se escrever) e não devia ter entraves burocráticos para incentivar a criação. Brasileiro não tem espírito competitivo mesmo, viu!
Rafael Bernard Araujo
February 21, 2008 em 10:25 am
@rodrigo:
Ouvir e refletir não exige obrigatoriedade de mudança. O fato do Demi responder demonstra que ele nos ouviu. E ao responder ele expôs a opinião do órgão que regulamenta. O órgão e seus regulamentadores tem uma opinião, que algumas pessoas compartilham e outras não.
@Patola:
A questão da competitividade é subjetiva, pois o fato do ccTLD ser “fechado” faz com que a semântica brasileira seja muito mais confiável do que a italiana, por exemplo. Isso faz com que seja mais competitivo ou não? Difícil responder a essa questão, pois não temos números nos quais nos basear e dar acertividade a nossas opiniões.
Clarissa
February 22, 2008 em 2:55 pm
Eu não vi essa palestra, participei mais do Campus Blog. Mas pelo post e pelos comentários dá pra ter uma idéia de como foi.
Abraços!
ASPECTO.Net - Notícias » Registro com.br para pessoas físicas
April 16, 2008 em 4:04 pm
[...] o mesmo título da mensagem que recebi, mas é porque é um ótimo título mesmo. Não sei se a conversa com o Demi Getschko (no ou depois do Campus Party) influenciou, mas o CGI.BR decidiu liberar o registro [...]
Sem CNPJ e Sacos Plásticos by Eu Podia Tá Matando
May 2, 2008 em 9:48 pm
[...] quem lê o blog a mais tempo lembra-se que esse foi um motivo de uma saudável discussão no Campus Party sobre praticidade versus semântica no registro de domínios no Brasil. A [...]
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