Foto de Johab Silva

Você abre o jornal e tá lá:

No primeiro dia da 28ª Bienal de São Paulo, um grupo de cerca de 40 pichadores invadiu na noite de domingo (26) o pavilhão no Parque do Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, e pichou parte de seu segundo andar – que, nesta edição, está propositalmente vazio. Eles picharam as paredes com as frases: “Isso que é arte”, “Abaixa a ditadura”, “Fora Serra” (sic). Além dos nomes das gangues, como eles mesmos se denominam, “Susto”, “4” e “Secretos”.

Mais adiante:

“Entramos pela porta. Normal. Conseguimos”, disse a menina detida que não quis se identificar. “É o protesto da arte secreta.”

Vamos pensar nas opções.

Opção A) Está certo! Na verdade, o original era assim:

Opção B) Em uma linguagem secreta-cifrada-illuminati-só-para-iniciados, é isso mesmo.


Foto retirada do trombonedesign.com.

Mas porque os pichadores picham pra todo mundo ver um texto em uma linguagem secreta-cifrada-illuminati-só-para-iniciados se ninguém vai entender mesmo? Porque vai ver essa é a graça de uma linguagem secreta-cifrada-illuminati-só-para-iniciados.

Opção C) Toda arte de vanguarda chocou sua geração.

A minha definição de arte é bem abrangente, abarca até isso aí. Por outro lado, o choque de um artefato artístico causado no espectador por si só não faz dele uma obra de arte de vanguarda.

Por exemplo.


Um anão aleijado da Ku Klux Kan.

A porra de um anão, ainda por cima aleijado e da Ku Klux Kan.

kkkkk!

Isso pode chocar algumas pessoas, e daí?

Opção D) Foi tudo planejado. Marketing viral. Você screve errado pra gerar buzz.

Opção E) Abaixa o volume, afasta aí. Foi um typo. Burrice ou descuido mesmo.

Bônus Melhor pichação de todos os tempos.

Abaixa o pau você também. Compre aí umas latinhas de spray.