Archive for November, 2008

Matrix no Windows

Tome a pílula vermelha!

There She Is!!

There She Is!! (← duas exclamações mesmo) é uma série de animações sobre um amor proibido entre uma coelhinha (a Doki) e um gato (o Nabi), sempre embaladas com canções pop e rock coreanas. Os responsáveis são um grupo de artistas chamado SamBakZa. É uma animação manhwa, aprenda mais essa: manhwa é o termo usado para designar desenhos sul-coreanos.

A série é aclamada na rede e só o primeiro episódio ganhou no Anima Mundi de 2004 os prêmios de primeiro lugar na categoria Anima Mundi Web no Juri Popular e Juri Profissional e também o prêmio especial Anima Mundi Web.

Curtam essa excelente animação e tire suas próprias conclusões.

O primeiro episódio, There She Is!! (2003).

Segundo episódio, Cake Dance (2005).

Terceiro episódio, Doki&Nabi (2008).

Quarto episódio, Paradise (2008).

Aqui estão os episódios em vídeo mas se você assistir os originais em flash no site site dos criadores você pode achar alguns easter eggs escondidos. ;)
Talvez não fosse nem exatamente essa a intenção dos autores mas, apesar de a princípio serem só desenhos fofinhos (e muito XD) eu acabo vendo também sob a ótica do preconceito e sexualidade. O amor entre Doki e Nabi podia ser muito bem entre duas etnias ou nacionalidades diferentes. Ou trazendo para fatos mais recentes, a Proposição 8 da Califórnia que baniu o casamento entre pessoas do mesmo sexo. As pessoas podem ser contra as escolhas e o estilo de vida que alguém decidiu levar mas elas não podem usar o Estado para atentar contra as liberdades individuais, sobretudo quando estas escolhas só dizem respeito a si mesmas.

Em dezembro agora saí o quinto episódio e provavelmente último episódio, chamado Final Step. Eu fico no aguardo e espero um desfecho feliz para Doki e Nabi. =)

Bônus: Eu tomei a liberdade e fiz dois fanart em desenhos vetoriais, que eu incorporo aos campos livres sob a licença Creative Commons Atribuição-Compartilhamento pela mesma Licença (que é a que eu uso quase sempre). Eu também estou liberando os “fontes” em SVG que você pode usar para imprimir, exportar qualquer resolução ou até mesmo criar trabalhos derivados.

O primeiro é uma placa de proibição do amor entre gatos e coelhos, que aparece desde o primeiro episódio.


sign_there_she_is.svg

O segundo é simbolo da campanha pelo amor entre gatos e coelhos, que aparece no quarto episódio.


sign2_there_she_is.svg

Funeral de um fósforo

Bixim.

Aposto que nunca pensou em comprar fósforos pela Internet? Pense nisso.

Band of Brothers

Taí uma ótima sugestão de sériado para você, Band of Brothers.

Na verdade não é nem bem um seriado, é mais uma mini série e documentário sobre a segunda guerra mundial. São 10 episódios produzidos pelo Steven Spielberg e Tom Hanks (que também trabalharam juntos no Resgate do Soldado Ryan), cada episódio com uma hora de duração. É um formato muito bom, 10 episódios e acabou, como deve ser. Fico puto com esses seriados que começam com uma temporada, aí a audiência tá boa, a grana tá entrando e ficam esticando o seriado Ad nauseam. Você veja Prison Break. A primeira temporada de Prison Break foi ótima, do caralho. Podia muito bem ter sido um dos melhores seriados de todos os tempos mas eles resolveram esticar a série, mas enfim, eu acho que já escrevi isso naquela época. Até porque como é que iriam esticar um seriado sobre a segunda guerra? Iam entrar na guerra fria? Inventar uma terceira guerra? Não tem muito jeito.

Então, como eu ia dizendo, Band of Brothers é do caralho. É sobre a segunda guerra mundial, mais especificamente a Companhia E (“Easy Company”) do regimento de paraquedistas que vão atuar no dia D. Os episódios vão desde o treinamento e batalhas até o fim da guerra, passando sobre o ponto de vistas de diversos personagens e como cada um encara aquelas situações.

Mas aí você me diz que já viu muitos fimes de guerra e me pergunta o que Band of Brothers tem para oferecer. Para começar, a ambientação, som e realismo da série. Isso te proporciona uma imersão incrível, você sente-se dentro da batalha. Os caras estão lá conversando e do nada – pei – uma bala acerta alguém na cabeça (ou na bunda). Há sangue, há horror, há medo, não é aquela guerra gloriosa e nem tão heróica.

Outra coisa incrível é que se você jogou muito Call of Duty (o primeiro), você vai amar a série (e vice-versa). Os episódios da série são quase idênticos as fases do primeiro Call of Duty e expansão. A diferença maior é que na série você está sempre na pele da Easy Company e no jogo você varia entre americanos, britânicos e russos. Enfim, você vê a série, e dá uma vontade incontrolável de zerar Call of Duty outra vez (mas eu já zerei no fácil, no médio, no difícil e no foda).

Outro detalhe interessante é que cada episódio é aberto com depoimentos reais dos veteranos que a série interpreta. Isso reforça ainda mais o sentimento de realismo da série, embora haja claro várias controvérsias sobre a precisão de um detalhe ou outro.

A produção da série também impressiona. Foram gastos 125 milhões de dólares com a série, que incluem 10 mil atores, 700 armas autênticas, 400 armas de borracha, 14 mil caixas de munição para cada dia da filmagem, tanques restaurados, um C-47 autêntico, vilas cenográficas e outros. Foi a produção mais cara já feita para televisão.

Vou até resuscitar o velho sistema de avalição de coisas do blog e dar a nota máxima, 5 Schnauzer para essa série.

Nota 5

Taí uma série que eu recomendo.

Você provavelmente vai baixar esses episódios mas dê uma olhada no preço do dvd da série.

Darth Vader da Semana, edição XXIII

Darth Vader e Darth Vadinho brincando no parque.