Archive for January, 2009

Tetris Kami-Sama

Como eu sempre fui um zero a esquerda, bem a esquerda, nos esportes, carrego com muito orgulho uma das únicas premiações que eu já recebi na escola que foi o de campeão em Tetris. Não existiam muitas competições pra mim. ;_;

Agora ajoelhem-se e hipnotizem-se diante de um verdadeiro kami-sama do Tetris, o senhor TGM HOLiC.

Depois de finalizar todos os níveis lá pelo quinto minuto do vídeo ele ainda enfrenta o jogo com toda a velocidade e com as peças invisíveis. Não é coisa pouca não meu amigo. Tetris já foi provado ser um problema NP-Completo em 2002 por três pesquisadores do MIT o que quer dizer, entre outras coisas, que ele é um joguinho foda.

cama Dê uma olhada nos preços de camas e colchões  porque depois dessa você pode ir dormir.

Quem não pode ficar de fora de um Zombie Walk?

jesus no zombie walk

E na dúvida se um amigo seu é Zumbi é bom sempre fazer uma checagem de alguns requisitos básicos:

  • Morreu? Morreu. Checa ☑
  • Voltou? Voltou, levou três dias mas voltou. Checa ☑
  • É chegado num cérebro? Ele tinha aquele lance de bebam meu sangue e comam minha carne. Isso é meio zumbi-1 mas já tá valendo. Checa ☑
  • Anda meio torto? Muito pelo contrário, ele não só anda muito bem como ainda sai dando healing  nos aleijados. Não checa ☒

Se seu amigo atender a boa parte desses requisitos é bom usar pelo menos um boné perto dele.

Sexto e Último Dia de Campus Party

Depois de várias noites viradas trabalhando, completamente esgotado, foi muito legal ver a apresentação da interface do CP 1 no palco principal.  A comunicação com os módulos e muitas outras funcionalidades não ficaram prontas a tempo, mas acredito que o público conseguiu o principal que é entender o projeto do The Open Robot Project. O pessoal da robótica deu muito suor e sangue para fazer o parto do CP 01 durante os sete dias do evento. Eu espero voltar a interagir com esse projeto no futuro.

cp01 campus party
Nascimento do CP 01. Créditos: Fernanda

A diferença do TORP para outros projetos de robótica e de robótica livre é que ele é modular, padronizado e livre. No modelo CP 01, o construido no evento, não há uma central que controle todos os aspectos do robô. Cada módulo, braço, cabeça, boca, olhos, etc, possui um programa que controla suas atividades. Esse programa fica em um Linux embarcado numa placa chamada Gumstix (meu mais novo sonho de consumo). Os módulos se comunicam entre si através da rede para fazer o robô funcionar. Na verdade, você pode ver esse robô como vários robôs. Lembra dos megazords se juntando para formar um só robô? É por aí.

megazord

Os módulos possuem encaixes padronizado que permitem que as peças se juntem. Isso permite que cada módulo possa ser desenvolvido por equipes separadas e depois unidos, cada módulo encapsulando os conhecimentos e complexidades mas expondo suas funcionalidades através dos serviços de comunicação. Os detalhes mais técnicos, códigos fonte, projetos e desenhos eu vou colocar no meu outro blog em breve, tudo claro com uma licensa livre compatível com a do projeto TORP.

(ps: se você tem alguma foto da apresentação do robô no palco, posta o link aí nos comentários)

Também rolaram coisas ótimas no evento como o manifesto do Orelhão Voip, os mobs na madrugada, ter conhecido ídolos como o Wagner Martins e o Ronald Rios e muita gente interessante. Falando nisso não deixe de conferir os cinco episódios da primeira season do Smartcast. S1E1, S1E2, S1E3, S1E4 e S1E5.

Também rolou coisas nem tão interessantes assim. Uma das coisas que me chatearam foi a visão negativa do próprio público sobre si mesmo, que se refletiu em uma cobertura meio pobre do evento, frisando o efémero e deixando de lado a nata do conteúdo.

nerd playboy campusparty cparty coelhinha bolinada

Primeiro foi o episódio do babaca que quis tirar os músicos a força do palco sob o forte argumento de que eles estavam falando a palavra cu. Como diria Caetano também sob vaia em 1968 durante os grandes festivais: Vocês não estão entendendo nada! Depois outro babaca inventou de dar uma bolinada em uma das coelhinhas da Playboy no último dia do evento. Generalizando, é por conta de idiotas como esse que cada vez menos eu tenho visto mulheres andando de coelhinha por aí. O pior foi ver depois argumentos nojentos como “a culpa é dela”. Deve ser o mesmo tipo de gente que justifica estupradores argumentando que a culpa são das mulheres já que elas insistem em usar roupas provocantes.

Mas por que isso acontece? É muito simples. O Campus Party é a materialização das comunidades virtuais. Muita gente interessante apareceu por lá e pra falar a verdade eles são maioria. Mas não somos todos iguais. Babacas e trolls também estavam lá.

Mas felizmente esses episódios não tiraram o brilho do evento. Obrigado a todos que encontrei e reencontrei por lá. Meus parabéns a toda a organização, participantes e colaboradores que fizeram o Campus Party 2009 acontecer. E para finalizar, parafraseando James Brown: Say it loud, I’m nerd, I’m proud.

Quinto Dia no Campus Party

Hoje foi o grande dia dos inesperados e ao mesmo tempo tradicionais flash mobs aqui no Campus Party Brasil, por mais paradoxal que isso possa soar.

Ninguém sabe ao certo de onde os flash mobs surgem ou qual e quão louco será o próximo. Enquanto alguns acreditam que eles sejam uma conseqüência direta da combinação perigosa entre o confinamento e a visita repentina das coelhinhas da Playboy ao evento outros já acham que foi uma loucura generalizada pela venda de Red Bull a 1 real pelo Pagseguro (mas somente se você pagasse dentro do sistema deles).

Campus Party Brasil

Também foi o dia do debate sobre o projeto de lei de cibercrimes do senador Azeredo com a presença do Sérgio Amadeu, Ronaldo Lemos e com um representante do senador já que o próprio senador Eduardo Azeredo optou por não comparecer.

Campus Party Brasil

Também crescem as notícias de roubos dentro do evento. Apesar de muitos seguranças e dos postos de checagem de equipamento com identificação, há muitas brechas que estão sendo exploradas por criminosos dentro do evento. Chegam notícias de notebooks roubados das bancadas (principalmente os pequenos e os sem cadeados) e poses furtadas de dentro de barracas (mesmo de barracas trancadas). Quebra-se o encanto da segurança do evento. Já vejo com nostalgia aqueles tempos de Campus Party moleque, Campus Party arte…

E eu, mais uma noite virada. º_º

Terceiro e Quarto Dias de Campus Party

Quarto dia

Um evento com milhares de barracas não podia ficar sem seus barracos.
O que picou essa gente no quarto dia? Muitas coisas aconteceram na quinta-feira mas ficarão ofuscados pelo ocorridos no final da noite e madrugada.

Toda noite rola algum show no palco principal e a balada vai até alta madrugada. Alguns vão, outros ficam nas suas máquinas, outros vão dormir nas barracas, outros vão pros telões e assim a vida segue seu curso na madrugada. Uma das primeiras atrações da noite foi a banda De Leve. Eu estava na minha, trabalhando no laptop nas bancadas, ouvi de longe o som. Apesar de ter meus gostos pessoais eu gosto de conhecer, aprender e escutar coisas novas. Rola de maracatu a música eletrônica, ou as vezes até tudo misturado. Quem não gosta, faz uso de avanços dos recentes avanços da tecnologia moderna, tais como os famigerados headphones.

Lá pelas tantas, um cara (com um caranguejo na cabeça) praticamente invade o palco convicto que está em uma heróica Jihad para instaurar por medida de força seus gostos e preferencias musicais. Daí um efeito em cadeia de vaias e gente correndo sem saber o que estava acontecendo acabou por inviabilizar a continuação do show. Aposto que a maioria alí estava no oba-oba e nem sabia o que estava acontecendo.

A atitude dessa babaca não reflete o espirito do Campus Party nem o da maioria dos campuseiros (que tuitaram fervorosamente contra o ato). Essa atitude só nos denigre e envergonha. Não gostou do som? Vai no seu blog, no seu twitter, bota pra fora o que você pensa, linque, seja lincado, vivemos agora num pais bem livre e temos muitos instrumentos para expor nossas opiniões. Mas durante uma apresentação ou performance, respeite as manifestações artísticas e culturais. Não estamos do lado da censura, do autoritarismo e do Azeredo. Seja um nerd consciente. ;)

Antes que alguém pudesse imaginar que todo esse buzz e atenção podia até ser bom para a banda em questão começa uma outra briga na área de acampamento. Barraco nas barracas. Parece que dois carinhas se estranharam e se atracaram. Apesar de eu ter a informação que eles são de pelotas eu juro que não vou fazer piada com isso. A segurança aplicou um ninguém-entra-ninguém-sai até resolverem a treta. Nessa eu morrendo de me acabar de espirrar e necessitando dormir um pouco no meu colchão inflável pra ver se melhorava. Volto a trabalhar umas cinco da manhã e não demorou muito pra saber de um outro barraco, dessa vez entre os seguranças e uns campuseiros, parece que estavam bêbados.

O que estão colocando no nosso café?

Terceiro dia

Coisas que poderiam vender aqui dentro:

  • Edredom. Na dúvida se ia ser quente ou frio aqui eu trouxe um lençou normal, fininho. Se acherem um picolé com barba morto por aí liguem pra minha família.
  • Mídias virgens, pendrives e cartões de memória. Eu precisei de um pendrive maior, agora só quando voltar.
  • Pilhas. É tanto do gadget que se eu ficar sem pilha já era, ainda bem que eu trouxe em excesso. Mas eu não consegui comprar uma daquelas pilhas de controle de portão, menor que a AAA pra meu “passador” de slides.
  • Toalha, escova de dentes, pasta, shampoo e outros produtos de higiene pessoal. Se você está sem, fique longe de mim.
  • Adesivos em branco. Eu queria uns pra rotular tudo que é meu.
  • Cadeados. Para quem quer trancar sua barraca, sorte que eu consegui um.
  • Luvas. Eu nunca pensei que um dia ia querer tanto uma.
  • Headphone. Esqueci o meu, tô com um de um ouvido só que quebra um galhinho mínimo.

#cparty

No mais só me lembro de começar a congelar por aqui. Deve ser meu novo recorde de frio.