Archive for January, 2010

Impressionante! Esse Veado Beijando Uma Gata!

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A Verdadeira Identidade de Duke Nukem

Ontem num acesso de nostalgia, insonia e rinite alérgica, resolvi assistir outra vez o Stand By Me de 1986 (aqui no Brasil se chamou Conta Comigo) do diretor Rob Reiner baseado num conto do mestre Stephen King. Só agora eu me dei conta que ninguém percebeu que esse filme revela a história e motivações do herói Duke Nukem.

Se você não assistiu o filme eu devo lhe avisar que o que se segue pode lhe revelar algumas surpresas do filme. Mas se você ainda não assistiu um filme clássico de 1986 que foi reprisado ad nauseam na seção da tarde durante as últimas décadas, meu amigo, esse é o menor do seus problemas. O mesmo vale pra quem não jogou Duke Nukem 3D de 1996. Então vamos prosseguir, quem não assistiu, não assistiu e quem assistiu vai lembrar.

É a história do verão de 1959, quando o protagonista Gordie Lachance, então com doze anos, quando eles e mais três amigos, Chris Chambers, Teddy Duchamp e Vern Tessio, partem em busca do corpo de um adolescente que estava desaparecido na floresta.

O que eu estou defendendo aqui é a tese de que Teddy Duchamp e Duke Nukem são a mesma pessoa! Teddy Duchamp é a infância de Duke Nukem. Duke Nukem é Teddy Duchamp quando adulto. Está tudo lá, sempre esteve, mas até agora ninguém tinha visto.

Bad Ass Motherfucker

Gordie Lachance, o protagonista, é o intimista, talentoso e tímido. Chris Chambers é o líder, sempre tem um ombro amigo e um conselho sábio para acalmar os tormentos de todos. Vern Tessio, é o gordo desajeitado, o alívio cômico sempre presente em qualquer grupo. O que sobraria para ser Teddy Duchamp? Ele não é nada disso, ele é um bad ass motherfucker, ele vai lá e faz. Ele fica parado na frente de um trem só por diversão. Ele não recebe ordens de ninguém. Ele vê uma cerca de um terreno com um cachorro que persegue testículos e o que ele faz? Ele é o primeiro a pular. Ele vê um caminho arriscado mas que pode poupar tempo, ele toma. É isso o que Duke Nukem faria.

Um pescoço, um banheiro

Quando os garotos estão fugindo do ferro-velho, Milo Pressman o zelador do depósito provoca Duchamp e ele o ameaça arrancar sua cabeça e cagar no seu pescoço. Infelizmente seus amigos o impedem e seu glorioso feito é adiado.

Já adulto, agora Duke Nukem, ele tem a chance de realizar seu feito. Quando encontra o segundo chefão ele repete EXATAMENTE o que disse para Milo quando era criança. Só que dessa vez não há ninguém para o impedir. Após derrota-lo, num momento de pura glória e vingança, arranca a cabeça do seu adversário e caga em seu pescoço enquanto lê um jornal e assovia seu tema.

Fixação por armas

Teddy Duchamp é a infância problemática de Duke Nukem. Seu pai, um soldado que participou da desembarque na Normandia, a batalha crucial da Segunda Grande Guerra Mundial, num acesso de raiva queimou a orelha de Duchamp no fogão até ela quase torrar. Teddy era aficionado por batalhas e armas, suas brincadeiras sempre envolviam operações militares.

Óculos

Repare que a armação dos óculos de Duchamp é muito semelhante a armação dos óculos escuros de Duke Nukem. No futuro Duke Nukem pode fazer sua sonhada cirurgia de correção na corneá, o que juntamente com sua deformação na orelha o impediu durante a adolescência de seguir a carreira militar. É claro que sua insubordinação a autoridades teriam feito sua carreira fracassar de qualquer maneira.

No final de Conta Comigo é revelado que mais tarde ele chegou a passar uns tempos na cadeia.

Sexo, Drogas e Rock’n Roll

Mesmo com doze anos de idade Duchamp parecia uma chaminé. Não largou seu vício na vida adulta e passou a fumar charutos. Quem jogou a série talvez tenha notado que ele também não parou por aí.

Se na infância Duchamp não demonstra nenhuma habilidade extraordinária com garotas e chega até mesmo a ter uma dificuldade em criar vínculos, Duke Nukem compensa isso com muitas, muitas prostitutas em sua vida adulta.

Durante a história Duchamp está sempre cantando algum rock da época. Duke Nukem está sempre cantando algum rock clássico em seus jogos como da vez que ele canta Born To Be Wild do Steppenwolf no karaokê. São frases clássicas suas “Let’s Rock” e tem uma fase que ele diz “Damn, I hate disco!“.

Duchamp demonstra conhecimento de quadrinhos e cultura popular na sua discussão sobre a hipotética batalha entre Super-homem e Super Rato. Duke Nukem faz referencias a Star Wars, Indiana Jones, Pulp Fiction, Evil Dead e vários outros jogos e filmes. Certamente Duchamp cresceu vendo essas obras.

Tá bom por aqui

Eu poderia mostrar mais algumas provas de que Teddy Duchamp e Duke Nukem são a mesma pessoa mas eu já coloquei aqui os argumentos chave. Talvez algum dia os produtores levem essa informação bombástica a público, Stephen King assumindo a paternidade de Duke Nukem, quem sabe quando fizerem um filme do Duke Nukem ou se um dos meus netos chegarem a jogar Duke Nukem Forever. Até lá somos os únicos a saber.

Foi por essa e por outras que separaram a Igreja e o Estado