Fui este domingo à apresentação “Joaquim Brito canta Vandré” no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.
Joaquim Brito acompanhado por cinco músicos (entre eles tio Alcio :D) canta músicas do polêmico e obscuro Geraldo Vandré. Você deve conhecer Vandré por músicas como “Para não dizer que não falei de flores”, “Disparada” ou “Aroeira”.
Nesse vídeo Geraldo Vandré canta Aroeira, de sua autoria, no Festival de Música Popular Brasileira da TV Record.
Nesse vídeo Jair Rodrigues interpreta “Disparada”, também no Festival de MPB, em 1966. Infelizmente só há um trecho do vídeo.
A apresentação acontecerá novamente no domingo que vem, 29 de julho de 2007, no mesmo local (ao lado das bilheterias, perto do planetário). Ingressos ao preço simbólico de 2 reais a inteira e 1 real a meia.
Recomendo fortemente.
Eu sou um metaleiro doidão. É. Curto um roque pesado, tipo Pantera ou Sepultura. Mas eu tenho que me conformar: essa época passou. Nunca serei tão doidão ou tão pauleira quanto o pessoal de 85 (ano que eu nasci).
Credo.
Fui com um amigo meus esses dias para uma festival de um seriado famoso.

Rock’n Roll!
Um colega meu me chamou para ir para esse festival. Não entendi bem se era um seriado de tv antigo, um anime ou uma série de livros, ou tudo junto. Tinha alguma coisa haver com um undead. Mas era uma dessas séries que já acabou faz tempo mas ainda tem muito saudosismo.
Como eu não tava fazendo nada mesmo, eu fui. Até porque sempre rola alguma música, comida e coisas engraças nesses festivais.

Isso porque vocês não viram o protagonista.
A primeira coisa que você nota ao chegar nesse tipo de evento são os cosplays. Eles se superaram esse ano. Haviam não só armas, armaduras e roupas típicas, eles também cuidaram do som, da iluminação e maquiagem muito bem. Praticamente um espetáculo teatral. Eu só não fiquei para assistir a peça até o fim porque é sempre a mesma história, eles gostam de ser bem fieis a trama original.

Tudo bem, elas não estavam vestidas assim mas eram bem bonitinhas.
Ai comecei a reparar que nem todo mundo ali realmente gostava da série. Alguns eram como eu estavam ali por não terem nada de melhor para fazer. Outros estavam lá pelas garotas. Haviam centenas de garotas lindas que se apaixonavam fácil por um outro cara que também fosse fã.
Haviam também os que estavam lá para ganhar dinheiro vendendo produtos ligado a série. É impressionante a quantidade e a variedade de produtos ligados a essa série. Conseguiram transformar todos os produtos normais do dia-a-dia num produto da franquia.
As mais populares são as roupas, eu mesmo comprei um boné.

Meu boné.
Também não pude deixar de reparar os utensílios para a decoração do lar. Muita coisa boa.

Queria ter um desses na sala.
Mas eu gosto mesmo é dos bonecos. Pena que eu não pude comprar todos.

Lá pelo meio dia bateu uma fome e nós fomos almoçar com uns amigos dele. Eles estavam discutindo alguns detalhes da série, coisa típica de fã de série é passar horas discutindo essas coisas.
Aí começou um papo muito engraçado. Eles queriam ver a série em todos os lugares. Eles conseguiam enxergar personagens da série em árvores, torradas, janelas ou qualquer outro lugar que possam haver padrões aleatórios. Muito engraçado.

Clique e veja com seus próprios olhos.
E eu disse qualquer lugar.

Um gatinho de costas.
Tudo ia muito bem até que um gordinho se virou pra mim e perguntou o que eu achava sobre como os seres humanos tinham chegado no level que eles estão. Aí eu falei que eu já tinha ouvido falar sobre teorias científicas que tratam disso e falei um pouco sobre ela. Ele perguntou algo como “em que episódio você viu isso?” e começou a folhear um livro grosso que todos eles tinham.
Logo em seguida veio outro cara e me perguntou o que eu achava sobre a camisinha. Eu me perguntei o que é que isso tinha haver com isso tudo. Eu passei alguns minutos falando da importância do controle da AIDS, do controle de natalidade e dos passos importantes que o governo do Brasil tem feito nesse sentido nas últimas décadas.
Eu nem tinha terminado ainda e ele começou logo a falar que o governo e as pessoas não podiam fazer isso porque no episódio tal tinha tal coisa e que no capítulo tal do DVD extra e sem cortes tinha aquilo lá, e assim por diante.
Aí eu cometi meu maior erro. Eu fui dizer que aquilo era só uma série e que eles estavam levando aquilo pro lado errado. Eles começaram a ficar furiosos e a argumentar em lógica circular utilizando o próprio seriado como argumento para defender o seriado. Me acusavam de não ser um fã e de não ter assistido todos os episódios.

Eles ficaram furiosos, pegaram começaram a balançar vários DVDs, livros e revistas. Eles gritavam que o autor da série era muito bom, apesar de ter escrito apenas um livro, e que ninguém podia questionar a excelência do trabalho dele, que era um sucesso de crítica e principalmente ótimo nas vendas.
Eu juro ter visto alguém acendendo uma fogueira e foi mais ou menos nessa horas que eu resolvi ir embora de fininho e em segurança.
Eu não pretendia ir a outro evento deles mas mesmo assim eles colocaram meu nome numa lista dos que não podem entrar lá e noutro lugar aí (reino da terra média, céus, nuvens, alguma coisa assim).

Que a força esteja com você. Amém.
Não fique de fora. Ainda não descobriu do que eu estou falando? Os melhores artigos da série e tudo baratinho aqui!
Buscapé.
The Astronaut Farmer, 2007.
É um drama misturando com fantasia e tendo como tema principal o sonho de um ex-candidato a astronauta de viajar à lua construindo seu próprio foguete.
Você provavelmente não verá esse filme mas se pretende ver, spoilers ahead!
O que tem de bom: Tem umas duas piadinhas com o governo Bush, até boas. As filhinhas do protagonista são muito bonitinhas. Acho que é só.
O que tem de ruim: O filme é puro açúcar. Diabéticos não podem nem pegar na caixa desse filme. É um drama muito meloso e quando faltam argumentos ele simplesmente apela pra fantasia. Não que eu seja contra usar fantasia, mas isso não fica bem estabelecido desde o início entre o filme e a platéia.

Eu acho primordial em qualquer filme que se estabeleça o quanto antes as regras que você está utilizando. Tudo vale no cinema. Se você quer ser realista ao extremo, tudo bem. Se você quer fazer um filme onde os caras atiram num carro e ele explode, tudo bem. Mas você tem que deixar as coisas claras. Esse filme peca nisso, boa parte do filme ele vai rolando como se estivesse documentando algo que aconteceu e há uma quebra pro fantástico que não foi muito bem preparada.

A conclusão é que é um filme que não sabe o que quer. Fica oscilando no infantil, drama e fantasia, e acaba não fazendo direito nenhum dos gêneros. Tenta passar a mensagem “Não desista de seus sonhos” mas acaba ficando lombrado com uma overdose de açucar.
Toma um
porque eu gosto de foguetes.

Não recomendo este filme.
Dê uma olhada nos preços de caixas de ferramentas, furadeiras elétricas e ferros de solda e construa hoje um foguete no seu quintal.
Buscapé