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Vamos escrever um livro?

Um livro velho, cortesia do projeto openclipart
Imagem cortesia do projeto Open Clipart Art Library

Prefácio:

Isso era pra ser um post.

Mas aí eu comecei a escrever e vi que isso estava mais pra mais uma série de posts aquim no eupodiatamatando.com. Aí logo no primeiro parágrafo eu notei que ese assunto era mais que uma série, era na verdade um blog inteiro, ou melhor, um livro!

Mas ninguém lê livros.

Aliás, não são só livros, é raro eu achar alguém que leia qualquer coisa (não, Harry Potter, Senhor dos Anéis, Código Da Vinci, nada disso conta). Então eu vou misturar tudo para fazer um livro diferente. Vou escrever um livro (livro de mentirinha, não é livro de papel) e a cada capítulo eu faço um post. Além disso os leitores podem ir comentando, fazendo correções e sugestões nos comentários do post. No final juntamos tudo, fazemos uma capa e soltamos um PDF.

gato pirata
Imagem cortesia do projeto Open Clipart Art Library

Sim, um livro que se consegue fazer download. Como se fosse pirataria, só que é uma pirataria pirata, porque o autor deixou e te incentivou a fazer o download. Eu não sou escritor, não vou ficar rico nem vou viver de livros (não tenho nada contra quem vive ou ficou rico com livros). Isso me dá a liberdade para subverter certas regras. Posso fazer e distribuir um livro do jeito que eu quiser. E já que eu vivo num pais onde um livro custa o PIB de uma pequena república caribenha, eu quero fazer um livro que seja barato. Convenhamos, somos todos traficantes. Traficantes de livros. Temos que recorrer ao mercado cinza das xerox para termos informação em papel a um baixo custo. E o pior é que essa informação vem fatiada, aos pedaços – tira aí a xero do capítulo 2 ao 4, quanto dá?

Ops, eu falei sobre do que é o livro, sobre como vai ser feito mas nem falei sobre de que se trata o livro. Bem, é um livro sobre como melhorar o mundo. Guerras, revoltas e revoluções já foram travadas tentando melhorar o mundo mas o que pouca gente percebeu é que na verdade a coisa é bem mais fácil. Você primeiro melhora o que está perto de você. Para começar aquela pessoa simpática que está sempre te olhando no outro lado do espelho do banheiro. Se conseguir isso, missão cumprida, o mundo já está um pouquinho melhor. O que vier agora é lucro.

Eu também poderia escrever sobre como consertar o mundo, mas eu preferi falar sobre como melhorar o mundo porque:

  • Eu não sei como consertar o mundo.
  • Seu eu consertar o mundo eu nunca vou poder escrever uma continuação. Ou então eu vou ter que sair por aí esculhambando tudo pra depois escrever um livro sobre como concertar o mundo definitivamente.
  • Se eu melhorar o mundo em pelo menos uma certa constante e outros livros melhorarem o mundo também em uma outra certa constante, após uma série sucessiva de livros o mundo estará consertado. (Isso se ninguém atrapalhar e se o mundo puder ser consertado num número finito de melhorias)

Ainda não escolhi uma licença nem um nome pro livro. Estou aberto a sugestões.

Quanto a licença eu estou pensando na Creative Commons Share Alike, que permite remixagem do trabalho, distribuição, exibição, lucro, autoria e é uma licença viral (trabalhos derivados não podem ter uma licença mais restrita que essa). As imagens do livro também serão de licenças não menos restritas que essa.

Quanto ao nome do livre, eu estava pensando em Como Melhorar o Mundo em 10 Passos Fáceis. Esse 10 seria substituído pelo número de passos dados no livro. Esses passos são coisas bem simples e fáceis como não deixar o celular ligado dentro do cinema. O livro todo são um apanhado de coisas que me chateiam no mundo. Esse título é bem livro de auto-ajuda, o que é bom, vai confundir as pessoas. Livro de auto-ajuda vende pra burro. Trocadilho do carilho

Mas esse não é um livro de auto-ajuda. Seria mais um livro de auto-ajuda ao contrário. Ele não te ajuda em nada, mas vai deixar as pessoas ao seu redor contentes.

O orc malvado agora tem nome

Ele já apareceu aqui antes como um desenho de um orc bem irritado.

Orc e o Segurança Orc na Biblioteca
Você pode ver outras tirinhas na seção de tirinhas.

Ele é uma espécie de protesto às coisas irritantes da vida, mas foi interrompido no segundo episódio devido a uma falha no meu HD que levou consigo todos os meus originais (e é por isso que agora eu vou liberar tudo sob Creative Commons).

É chato ter que redesenhar algo, e se for pra fazer pior é melhor nem fazer. Então eu resolvi redesenhar o orc ainda melhor.

As coisas caminhavam bem até que o Inkscape resolveu dar uma travada sem que eu tivesse salvo. Isso nunca tinha acontecido. Putz, lá se vai um bocado de trabalho pelo ralo de novo.

O Inkscape ainda abriu uma janelinha cheio de promessas. Dizia que nada ia acontecer e que ele havia feito uma cópia de recuperação com minhas últimas alterações. Deve haver alguma maldição nessa orc.

Quando eu chego na minha pasta nenhum sinal do tal arquivo de recuperação e nem do arquivo original. Eu fui acabar encontrando ele na lixeira.

Eu tinha editado ele por algumas horas e todo o meu trabalho tinha sido perdido. Fiquei ainda mais puto por ter que fazer mais retrabalho, então eu resolvi fazer tudo de novo, mas dessa vez ainda melhor.

O resultado é esse:

Gork, o orc camarada
Baixe a versão código-fonte: gork.svg

Mais verde, mais malvado, mais forte e com mais armas!

O nome dele agora é GORK.

Engraçado que quando eu acabei eu vi que eu tinha acatado as sugestões do comentários, especialmente a do Thiago Berti.

E como essa é uma imagem vetorial, não há limites para zoom:

Zoom na cara do gork

Isso é bem útil na hora de fazer as tirinhas.

E eis a terceira tirinha do Gork:

Gork episódio 3
Código fonte vetorial: gork_ep3.svg

Depois de eu ter redesenhado tudo eu achei achando o tal arquivo de recuperação do Inkscape. Ele ficou pasta raiz do usuário. :-P

Eu vou é criar gado!

Tirinha nova, e já fazia tempo desde a última.

Eis:

-Roubar meus amigos, é uma arte. Negue, negue até a morte! Mas principalmente … tenha muito gado!

Não pegou? Muuuuuu! Dê uma olhada na Folha, Estadão ou O Globo.


E como agora é lei pra mim, tirinha nova é “código-fonte” novo também: tá aqui.

Vaquinha de pelúciaMuuuuuu!
Dê uma olhada nos bichinhos de pelúcia, tem até vaca de pelúcia. Buscapé.

Praça do Coreto

Um desenho que eu fiz no Blender:

Praça do Coreto
Código-fonte: city.blend. Papel de parede: 1024×786.

Eu não quis colorir, se alguém quiser, aí está.

E de agora em diante eu irei sempre disponibilizar o código-fonte de qualquer arte que eu faça. Software livre também é backup.


Creative Commons License

A licença dos trabalhos é a Creative Commons Share Alike license. Ela permite compartilhar e remixar, mas exige que você dê créditos ao autor original e disponibilize a obra por uma licença compatível.

Blender 3DFaça o que eu já deveria ter feito. Dê uma olhada nos melhores preços de livros sobre modelagem e renderização com o Blender. Buscapé.