Eu não sei nem o que dizer dessa moça, mas vale a pena escutar aí. Fantástico.
Renan Calheiros, PMDB, é o nosso presidente do senado desde 2005 e pivô do maior episódio de daqui-eu-não-saio-daqui-ninguém-me-tira que eu já vi.

Um breve histórico:Em junho de 2007 ele foi acusado de receber dinheiro de um lobista para favorecer assuntos de seu interesse dentro do senado. Lá pelas tantas, se descobre que ele teve um caso com a jornalista boazuda Mônica Veloso (em breve pelada na Playboy) de onde saiu uma filha.
Todo mês Renan pagava um pensão de 16 mil reais
em dinheiro vivo para a mãe do menino.
Se fosse no Japão, o presidente do senado em uma situação como essa, sendo inocente ou não, puxava logo uma espada e espetava no bucho. Hara-kiri só para escapar do vexame.
Mas por aqui não. Aqui Renan admitiu tudo, o caso, a filha, a pensão e disse mais, é tudo dinheiro de seu próprio bolso. Sim, o bolso de um pobre senador que ganha míseros R$ 12,700
por mês. Faça as contas. 
Mas Mr.R, como o senhor fez para transformar 12,7 mil em 16 e ainda sobrar para o leitinho das crianças? Responde aí vai Mr.R, por favor.

Gado! Como eu não pensei nisso antes. Se ele estivesse mentindo, seria a desculpa perfeita. Não há como provar quando gado você tinha, quanto você vendeu ou quando leite eles deram. Sensacional. Vou engolir as vaquinhas por enquanto.
As autoridades pedem então as notas fiscais e documentos das vaquinhas. Então, eu abro o jornal para ler e me deparo com isso:
“O assalto aconteceu na madrugada de ontem, quando seis homens, fortemente armados, renderam o motorista de um caminhão de bois e entraram no Mafrial, sem encontrar nenhuma resistência dos vigilantes. Dentro da indústria, os assaltantes fizeram os vigilantes reféns e foram direto ao gabinete da diretora-geral do frigorífico, Zoraide Beltrão. A ação durou pouco mais de meia hora. Os assaltantes levaram dinheiro e muitos documentos.”
Nãããooo?! Os malvados vilões encapuzados
fizeram um assalto e a primeira coisa que eles fizeram foi pegar todos os documentos? Como eu não pensei nisso antes.
- Onde está o dever de casa, pedrinho?
- Assaltantes encapuzados e fortemente armados entraram na minha casa ontem e o levaram, professora.
Nossa, isso é que é seriado. Não é o campeão de audiência mas é cheio dessas sacadas e viradas surpreendentes.
obs: Bati meu recorde de número de emoticons em um único post.
Dê uma olhada nos melhores preços de bandeiras do Brasil, de Alagoas e até bandeira pirata! Buscapé.
Eu vivo dizendo que este é o blog que todo presidente deve ler.

Primeiro foi o post de como fazer uma bandeira para o seu pais que trouxe dicas valiosíssimas para qualquer chefe de estado.

Hoje eu vou dar dicas de como montar uma base militar sem precisar gastar muito. Afinal minha dona de casa, em épocas beliciosas como a nossa qualquer caçazinho, tanquezinho ou uma akazinha 47 pode fazer falta.
Claro que todos nós queremos gastar uma fortuna em brinquedinhos militares para poder humilhar o presidente do pais vizinho ou impressionar alguma garota. Mas você pode comprar tanques e caças falsos, que vão parecer verdadeiros quando visto de longe!
Veja só:

Parece ser um belo desfile de tanques de guerra não é?Mas vamos olhar mais de perto…


Sim, são tanques infláveis!
E a sua força aérea? Não tem problema:

E também há outros veículos:

E vejam só todas as vantagens:
Compre já o seu, antes que alguém diga que você tem armas de destruição em massa no seu quintal e decida levar a democracia para o seu pais!

- Podemos nos alistar?
Dê uma olhada nos preços de balões infláveis para os mais diversos propósitos. Buscapé.
O saudosismo tem sido muito usado como produto num gesto necrofagico de falta de criatividade.
Mas há horas que eu tenho que dar o braço a torcer, não fazem mais promoções como antigamente.

Essas aqui fizeram parte da minha infância. Por R$ 40 pilas você compra elas no ML.
Quando eu ainda morava em Ubajara eu tinha algumas dessas tampinhas aí. Você comprava uma garrafa (não existiam as latas) de refrigerante e pimba, você tinha uma linda tampinha selecionável.
Uns amigos meus raspavam a tampinha contra o chão até separar o fundo da coroa e com isso faziam um bottom. É meio difícil de explicar.

Havia aquelas que incentivavam a leitura e a cultura. Eu juntava algumas tampinhas e trocava por uma das revistinhas da Turma da Mônica.

Houve também várias promoções de ioios com todas as marcas de refrigerante, introduzindo uma mania entre os jovens.
Houve também outras duas promoções que já foram um pouco depois da minha época, mas eu cheguei a acompanhar de perto.

Os minicraques (acho que na copa 98 eles já existiam) e as miniaturas de garrafas de Coca-cola pelo mundo.
Houveram também uma coleção de monstros (acho que eram da Pepsi) e os geloucos (aqui em casa tem um balde cheio deles).
Mas houve uma promoção que fez valer a ânsia tecnológica de qualquer humano que esteve aqui para presenciar a passagem do século 20 para o 21. Foi uma promoção de refrigerante que dava uns relógios.
Mas não eram relógios comuns, eram um relógios em forma de régua e quando você batia ele contra o seu braço, como que por uma passe de mágica, ele dobrava e segurava o seu punho assumindo uma forma completamente nova. Infelizmente eu não consegui nenhum imagem dessa maravilha. Eu até compreendo aqueles que questionarem a veracidade deste dispositivo tão fantástico.
Que eu me lembre, esse foi o último relógio que eu usei. Depois dele nunca um relógio me atraiu novamente.
E as promoções meus amigos, as promoções mudaram. Perderam todo aquela aura altruísta. Agora são só formas disfarçadas de vender um brinde depois que você já comprou o produto principal.
“Junte 50 tampinhas, vá até um posto de troca, pague dois salários mínimos e ganhe um cinzeiro.”
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