eu podia tá roubando mas estou aqui blogando

Sicko

Sicko é o nome do novo documentário do Michael Moore que trata do sistema de saúde dos EUA fazendo uma comparação com os sistemas de saúde de outros paises.

Capa do filme Sicko

É um documentário que mistura drama, comedia, diário de viagem e horror para falar sobre saúde.

Eu já havia assistido outros documentários do Moore, mas sem dúvida, esse foi o melhor até agora. O foco sai mais do Moore em si, para mostrar e discutir o problema em si.

Nos EUA, não há um sistema saúde pública universal (com algumas exceções e casos especiais). Em geral você paga (se puder) por um plano de saúde para quando precisar você ter acesso aos hospitais, médicos e remédios.

Mas como aqui, as seguradoras tentam te enrolar de toda forma possível. Negam exames, atendimento, remédios e cirurgias. Qualquer coisa que economize dinheiro e maximize os lucros da empresa, mesmo que isso as vezes possa significar descaso com a saúdo dos clientes.

E porque um filme sobre um problema tão doméstico aos EUA pode ser interessante?

DVD Fahrenheit 11 de SetembroDê uma olhada em outros títulos do mesmo diretor: Tiros em Columbine, Fahrenheit 11 de Setembro e The Awful Truth. Muito bons. Buscapé.

+ Leia o resto


Eu estou de férias (mais ou menos) e agora eu vou poder assistir alguns filmes e livros que eu estava afim e voltar a conceder o tradicional veredito schnauzer Schnauzer.

Poster de Perfume a história de um assassino

Perfume: A História de um Assassino. (Perfume: The Story of a Murderer). O filme é baseado no livro alemão Das Parfum, die Geschichte eines Mörders (O perfume, história de um assassino), do escritor Patrick Süskind e lançado em 1985.

A história é protagonizada pelo jovem francês Jean-Baptiste Grenouille que possui um olfato extraordinário, podia não só sentir odores como ninguém mas também lembrar-se de todos eles.

Como a língua falada não consegue transmitir todas as sensações e sentimentos de Jean ele é vai ficando cada vez mais isolado. Sozinho, Jean fica obcecado em possuir em sua memória todos os cheiros do mundo, a qualquer preço.

O livro já foi considerado impossível de ser transformado em filme por Stanley Kubrick e Martin Scorsese! Mas o diretor alemão Tom Tykwer foi capaz da proeza.

Cena do filme Perfume, de Tom Tywer.

O filme se passa na França do século 18. Uma França fétida e pútrida, cheia de corrupção, mortes e fome. Em contraste, os perfumes são utilizados pela nobreza, cercada de beleza e luxos. Para ilustrar tudo isso o filme conta com um figurino incrível e cenários incríveis.

Perfume Cena 4

Somado a isso o filme conta com uma fotografia e montagem muito interessantes. Uma mescla de diversos estilos, o resultado é muito bom.

Cena do filme Perfume, de Tom Tywer.

É um um filme alemão, filmado na frança e falado em inglês. Perdeu um Schnauzer por isso. Era pra ser falado em francês ou alemão.

4 Schnauzers

Total 4 de 5 Schnauzers. Um filme que certamente eu recomendo.

Perfume Quer ver uma coisa cara? Olha só alguns dos perfumes mais caros do Brasil! Buscapé.


Terminei de assistir a segunda temporada de Prison Break, série de televisão que eu já havia comentado aqui anteriormente.

Prison Break ridículoAdianto de antemão que esse post tem doses cavalares de spoiler. Se você pretende assistir esse serie e ter alguma surpresa é bom usar o scroll do mouse agora.

A primeira temporada terminou muito bem. Os últimos episódios foram totalmente emocionantes e todo mundo que eu conheço vibrou do inicio ao fim.

A segunda temporada tinha tudo para ser também ótima. O Abruzzi com suas ligações com a máfia italiana trazia inúmeras possibilidades fantásticas para a série. Tudo bem, eu adimito, eu sou um fã de filmes de máfia italiana.

Por outro lado um seriado chamado Prison Break fica meio estranho fora da prisão. Mas tudo bem, a Malhação taí 12 anos e já faz tempo que ninguem faz nem uma abdominal por lá, e tem muita gente que assiste.

Mas logo no terceiro episódio da série eles simplesmente fuzilam o Abruzzi e as melhores chances que eles tinham de roteiro:

Abruzzi morrendo
Nossa como eu fiquei puto ao assistir essa cena.

Cada um segue seu caminho mas aparece um lance dos milhões de dólares enterrados por um dos prisioneiros que morreu na fuga. Vários episódios são gastos numa espécie de corrida maluca para pegar o dinheiro. É tanto clichê que eu já tô me coçando todo.

Mahone

Um novo personagem é inserido, o agente Mahone. Um agente super fodão aparentemente tão inteligente quanto Scofield e com um passado sombrio. Esse cara é a coisa mais caricatural que eu já vi. O pior é que depois que esse sub temporada do dinheiro termina a série perde ainda mais o rumo, fica vagueando dentro da temática chata de conspiração.

Além de Mahone, alguns outros bons personagens fazem muito para salvar a temporada. O Agente Paul Kellerman por exemplo, fica bastante interessante no meio para o final da temporada. Mas vejam o que acontece com ele no último episódio:

Paul Kellerman morre também
PQP! Mas que mania de fuzilar as pessoas!

Tem também o T-Bag, outro personagem com uma certa complexidade.

T-Bag

Sua amoralidade e sagacidade faz com que ele acabe sendo o mais esperto do grupo. Ele é contraditório e é isso que faz dele um personagem bom para a trama. Esses elementos são até que bem utilizados na segunda temporada.

Um interessante detalhe: lá pelos últimos episódios, o Scofield e o Burrows lêem a mensagem de que T-Bag está com a “The Bag” (a mochila com o dinheiro). Sacou? T-Bag e The Bag? sacou1.gif Será que o nome dele foi colocado desde o inicio da primeira temporada pra fazer esse trocadilho?

Eu espero que não fuzilem ele no início da terceira temporada.

DVD do Prison BreakVocê ainda pode curtir a primeira temporada, que é muito boa. Você pode comprar a caixa de DVDs da primeira tempoarada baratinho pesquisando no Buscapé.


Pequena Miss Sunshine

Poster do filme Pequena Miss Sunshine, Little miss sunshine

Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, 2006).

Um excelênte road-movie em estilo comédia/drama, mas com os dois pés no humor negro.

O que é o humor negro? Não, não é o Eddie Murphy. Humor negro é tratar temas, que geralmente seriam tratados com seriedade e respeito, de uma forma cômica.

Não há essa história de “com isso não se brinca” em Pequena Miss Sunshine. Temas geralmente deixados de lado são o alvo do humor, coisas como doenças, pobreza, auto-ajuda, suicídio, drogas, beleza, homossexualismo etc. O filme deixa pouco espaço para o humor pastelão.

Aliás, só por zoar com auto-ajuda já ganhou um Schnauzer.

Tela do filme Little Miss Sunshine

Outro Schnauzer ganha pela trilha sonora. Ao invés de usar orquestras como é comum em filmes desse gênero, ele usa música tradicional latina, tecno e um tema que me lembrou muito os de Yann Tiersen. Mas o que ele usa muito bem é o silêncio (reparem quando assistirem), a música é usada realmente para preencher e o silêncio é deixado para acentuar ainda mais a contradição de se rir de uma situação séria.

Tela do filme Little Miss Sunshine

É estranho dizer mas é o filme onde eu ouvi o melhor silêncio.

Os outros SchnauzerSchnauzer eu não poderia explicar sem um tremendo spoiler.

A nota é 4 de 5 Schnauzers.

4 Schnauzers

Recomendo. Se você gosta de humor negro, esse filme é pra você.

DVDLogo logo esse filme sai em DVD. Que tal dar uma olhada nos DVDs mais baratos e quem sabe encontrar o que você procura? Dos mais baratos aos mais caros. Buscapé.


  Next Entries »
Pág. 3 de 6«12345»...Última »