Chega um momento em nossas vidas que certas coisas se tornam inadiáveis.
Eu cheguei a um ponto onde eu não conseguia assistir um filme, ler uma tirinha ou ir à padaria sem ouvir uma referência à Monty Python. Resolvi de uma vez por todas ir assistir ao menos um filme desse grupo humorístico.
Monty Python - Em Busca do Cálice Sagrado. (Monty Python and the Holy Grail, 1975). Esse é um filme complicado de se análisar. Não foi um filme que eu tenha me rasgado de rir quando eu assisti mas é um desses filmes que não sai da minha cabeça. É um humor diferente, um meta-humor (o próprio humor é a piada). Hoje talvez isso não seja novidade mas com certeza na época isso foi algo que teve impacto.
O tipo de humor que eles usam é de uma inteligência impressionante e acaba te influenciando rapidamente. Aí você olha em sua volta e vê que isso já aconteceu com todo mundo e que há Monty Python em todo lugar.

(Andando de cavalo)
Uma das cenas famosa do filme parodiando Star Wars:
Há vários videos deles no YouTube, inclusive vários legendados.
Se você gosta de humor surreal, é um filme obrigatório. Leva 4 de 5 Schanauzers.

Uma ótima nota.

Achar DVDs do Monty Python pode não ser fácil, nem toda locadora tem. Procure os outros filmes, O Sentido da Vida e A Vida de Brian, no Buscapé.

Eu andava meio puto com as acéfalidades do Lost e então minha namorada me recomendou esta série. É sobre um cara que vai preso de propósito para tirar o irmão que vai ser executado por um crime que não cometeu.
Eu acabei agora de assistir a primeira temporada dessa série e esse post é sobre o que eu achei.
Mas ante eu tenho que dizer algo. Eu fui na Distrivídeo alugar o box da primeira temporada, que é a melhor coisa a se fazer. Eles não tinham ainda o box da primeira temporada para alugar inteiro, só os DVDs avulsos. 2 episódios por DVD. Sendo que o primeiro DVD só continha 1 episódio. A diária do aluguel custa R$4,00. Como ainda está para raiar o sol do dia em que eu vou pagar 4 contos para assistir a um único episódio de um seriado, eu fui procurar em vão em outras locadoras e por fim acabei tendo que baixar na internet.
(As linhas abaixo tem spoiler? Pode apostar. Mas somente da primeira temporada)
É uma série muito bem feita e até inteligente. O personagem do Michael Scofield seria um tanto gênial, o que explica as atitudes super espertas dele. Uma boa saída.

Bons atores.
O time de atores também é muito experiente e bom. Um alívio frente ao que se vê em seriados. Destaco Stacy Keach que faz Pope, o diretor da prisão, Peter Stormare que faz Abruzzi e Robert Knepper que faz T-Bag.
O bom da série, é que ela se passa num ambiente pequeno e fechado. Não tem como haver grandes surpresas, não tem como o roteirista tirar muitos personagens novos “da cartola” ou trazer coisas sem muito sentido. Isso ficou bem controlado e o que sobra são muitas saida inteligêntes.
Por outro lado tem uma trama paralela que se passa fora da cadeia. Essa é meio cheia de glicuês e representa parte mais chata da série. Lá pelo episódio 18 você descobre que a história não é sobre uma “simples” fuga da cadeia, mas uma enorme conspiração que envolve o presidente, e um companhia que controla o mundo. E mais, eles tem que salvar a humanidade de uma guerra ou algo assim.

Nossa como isso é chato. Um bom seriado cair nesses lugares comuns, estilo 24 Horas. Fiquei muito chateado com isso. Mas isso não desgraça a série, pelo menos não na primeira temporada.
Os primeiros e últimos episódios são muito bons. Os últimos são puro suspense e emoção. Aliás é bom resaltar que não é um seriado de ação, é um seriado de suspense e drama. Mas não do tipo do Lost que fica apresentando mistérios e mais mistérios sem resolver nada. Ele é inteligênte e tem boas sacadas para resolver as tramas. Alias os subplots tem em geral dois episódios no máximo, como deve ser.

Eu acho que a série podia parar aqui na primeira temporada, já tava bom. Mas vamos ver como vai ser a segunda. Acho complicado manter o formato bom fora do ambiente claustrofóbico da cadeia. Também temo da série ser dominada pela trama política que não é a proposta original do seriado.
O veredicto: 4 de 5 Schanauzers.

A caixa da primeira temporada tem 6 discos com 22 episódios e vários extras. Você pode comprar a caixa de DVDs da primeira tempoarada baratinho pesquisando no Buscapé.
Download: Eu achei dois lugares para baixar a série. Nessa comunidade do Orkut ou no site prisonbreakdownload. Ambos tem os arquivos em RMVB legendados em português.

Origami que eu fiz. Quem assistiu sabe o porquê
Para não dizerem que eu ando distribuindo Schnauzers de graça pro aí.
Pacto Maldito (Mean Creek, 2004). O filme poderia até ser bom se mexessem algumas coisas nele.
O filme é sobre um bully desses bem chatos e otários que todo mundo no fundo é doido pra tá uma surra. Conforme você assiste o filme você se torna um desses caras que é doido pra dar uma surra nele (nossa, quanta violência).
Bem filmado e com boa fotografia, mas bem previsível. Você pensa “agora vai acontecer tal coisa”, espera um pouquinho e ai acontece.
O filme também peca no corte que dedica muito tempo a apresentar os personagens e seu cotidiano em uma pequena cidade (essa é a parte legal do filme) mas acaba deixando pouco tempo para a história em si.
A moral do filme é meio estranha, algo como os chatos-e-otários-que-batem-em-todo-mundo também são gente e não devem morrer. Acho que o roteirista tem algo com isso.
Não é um filme descartável mas eu também não recomendaria, exceto para aqueles que querem testar seus dons paranormais para prever o futuro próximo em um filme. Não leva mais do que 1 de 5 Schnauzer:

Você pode dar uma assistida no trailer no YouTube ou compre o DVD logo baratinho (Buscapé).
O fato de ser um filme palestino já chama muita atenção.
Paradaise Now, (الجنّة الآ, 2005). Como é bom achar numa locadora um desses filmes que você está a muito tempo procurando. Não tenho do que reclamar dos filmes árabes que eu já assisti, mas produzir um filme dentro de um território ocupado, nas circunstâncias que é a Palestina torna a coisa toda muito mais interessante.
O filme é sobre homens bomba mas, como é de costume, eu não vou revelar mais nada sobre o enredo. Não adianta chorar. Qualquer pequena sinopse iria conter revelações sobre o enredo e isso é uma coisa realmente irritante.
O filme aborda, mas não esgota, o tema do ataque suicida enquanto forma de resistência palestina. Embora o filme tenha sido, naturalmente, muito criticado por isso ele é um olhar muito autocrítico e cauteloso sobre o tema. Ele exibe este tema com detalhes mas sem tomar partido. Quando você acha que isso aconteceu o filme puxa violentamente sua opinião para o outro lado.
Embora ele coloque um lado religioso, também contra balanceia expondo, ainda que delicadamente, a ocupação Israelense. Não há uma visão estereotipada dos elementos e dos personagens, mas sim uma complexa mistura de fatores. Isso ficou muito bom. Pena que os personagens não tenham mais tempo no filme para crescer.
Eu concordo com o filme sobre muitas coisas, somos contra os atentados terroristas já que servem como álibi para Israel e que necessitamos de paz e que para a paz seja atingida é necessário haver duras concessões.
Se você se interessar pelo tema sugiro também o estupendo Promessas de Um Mundo Novo. Uma coleção de entrevistas com crianças israelitas e palestinas em forma de documentário. Esse me arrancou lágrimas.
Enfim, Paradise Now é um olhar interessantíssimo sobre o assunto e uma imensa coragem de sair do clichês atuais. Um filme obrigatório.
Por faltar alguma coisa que eu não sei o que é o filme fica com 4 de 5 Schnauzers.

O DVD do Paradise Now eu encontrei pelo menor preço aqui (Buscapé).