Oct 07 2007
Por Silveira, tags: Banco, Banco do Brasil, Literatura, livro.
Venho por meio desde post-capítulo-protesto-desabafo, expressar meu desejo de enviar, não somente o meu banco mas vários outros também, para a puta que lhes pariu.
Hoje para tirar dinheiro eu fui não a um, não a dois, não a três, não a quatro mas cinco caixas automáticos até encontrar um que estivesse funcionando. Será possível que estamos regredindo na tecnologia? Não lembro se foi no terceiro ou se foi no quarta caixa, mas eu ainda tive que ouvir a musiquinha do Windows reiniciando. Quem é louco o suficiente para colocar Windows numa máquina de tirar dinheiro? Porra, não dava pra colocar o velho tio atrás dum caixa fazendo o velho serviço manual? Na hora do banco voar no meu pescoço com uma faca para tirar sangue, quer dizer, dinheiro em tarifas, eles são bastante ágeis.
Mas os caixas automáticos são só um dos vários problemas que se tem que enfrentar todo dia quando se vai num banco. O maior dos problemas são as filas e a culpa é nossa, usuários.
Quando você chega num terminal de auto atendimento, seja num banco ou supermercado, há uma enorme fila de usuários para usar os serviços. O problema é que a grande maioria está pagando contas ou simplesmente imprimindo e olhando o extrato. E o pior é que quase todo mundo tira um extrato antes (não sabe nem quanto dinheiro tem), faz um saque e tira outro extrato (pra ver se saiu mesmo). Além de gastar meu tempo ainda gasta papel.
Meu conselho é o seguinte, usemos os serviços do banco da seguinte forma:
Inclusive boa parte dessas coisas que dá para fazer pela internet dá para fazer pelo celular também.
E o pior é que (no meu banco pelo menos) eles colocaram spam no terminal de auto atendimento. Você passa o cartão e ele joga um popout do tipo “Você já conhece as vantagens do nosso seguro de vida?” e mostra umas opções para continuar com sua vida e outra para ir conhecer as vantagens do seguro de vida. Será possível que vamos ter que usar o Firefox para tirar dinheiro?
Mesmo assim, se todo mundo parase de usar o auto atendimento para pagar contas e fizesse tudo pela internet ainda assim as coisas não iam se resolver.
Essa semana eu estava no centro da cidade, meio dia, solzão cearense de domingo e tive que ir tinha dinheiro no banco. Como era primeiro dia do mês o banco estava lotado. Haviam duas grandes filas. Na primeira haviam vários velhinhos, acho que pra tirar o dinheiro da aposentadoria, lá na frente da fila uma confusão danada. Um estagiário bem novinho tentava arrumar a bagunça. A segunda era tão extensa quanto a primeira, mas haviam vários jovens e estudantes.
Eu pensei, eu vou na segunda fila, a geração mario kart aí deve detonar e fazer tudo bem rapidinho. Na certa quando o segundo velhinho tirar dinheiro eu já devo está fora do banco.
Meia hora depois eu estava quase no mesmo lugar filosofando sobre como foi idiota a minha escolha de fila. Do outro lado os velhinhos estavam se garantindo. Boa parte já tinha ido embora. Enquanto isso na minha fila, três meninas estavam juntas no caixa há um bom tempo. Pelas minhas contas elas já deviam estar finalizando. Não acredito, a geração pokemon é um fracaso. Do que serviu as milhares de horas que nós passamos jogando video-game? Será que nem pra isso serviu?
Sep 24 2007
Por Silveira, tags: CC-BY-SA, Creative Commons, Cultura Livre, Literatura.

Imagem cortesia do projeto Open Clipart Art Library
Prefácio:
Isso era pra ser um post.
Mas aí eu comecei a escrever e vi que isso estava mais pra mais uma série de posts aquim no eupodiatamatando.com. Aí logo no primeiro parágrafo eu notei que ese assunto era mais que uma série, era na verdade um blog inteiro, ou melhor, um livro!
Mas ninguém lê livros.
Aliás, não são só livros, é raro eu achar alguém que leia qualquer coisa (não, Harry Potter, Senhor dos Anéis, Código Da Vinci, nada disso conta). Então eu vou misturar tudo para fazer um livro diferente. Vou escrever um livro (livro de mentirinha, não é livro de papel) e a cada capítulo eu faço um post. Além disso os leitores podem ir comentando, fazendo correções e sugestões nos comentários do post. No final juntamos tudo, fazemos uma capa e soltamos um PDF.

Imagem cortesia do projeto Open Clipart Art Library
Sim, um livro que se consegue fazer download. Como se fosse pirataria, só que é uma pirataria pirata, porque o autor deixou e te incentivou a fazer o download. Eu não sou escritor, não vou ficar rico nem vou viver de livros (não tenho nada contra quem vive ou ficou rico com livros). Isso me dá a liberdade para subverter certas regras. Posso fazer e distribuir um livro do jeito que eu quiser. E já que eu vivo num pais onde um livro custa o PIB de uma pequena república caribenha, eu quero fazer um livro que seja barato. Convenhamos, somos todos traficantes. Traficantes de livros. Temos que recorrer ao mercado cinza das xerox para termos informação em papel a um baixo custo. E o pior é que essa informação vem fatiada, aos pedaços - tira aí a xero do capítulo 2 ao 4, quanto dá?
Ops, eu falei sobre do que é o livro, sobre como vai ser feito mas nem falei sobre de que se trata o livro. Bem, é um livro sobre como melhorar o mundo. Guerras, revoltas e revoluções já foram travadas tentando melhorar o mundo mas o que pouca gente percebeu é que na verdade a coisa é bem mais fácil. Você primeiro melhora o que está perto de você. Para começar aquela pessoa simpática que está sempre te olhando no outro lado do espelho do banheiro. Se conseguir isso, missão cumprida, o mundo já está um pouquinho melhor. O que vier agora é lucro.
Eu também poderia escrever sobre como consertar o mundo, mas eu preferi falar sobre como melhorar o mundo porque:
Ainda não escolhi uma licença nem um nome pro livro. Estou aberto a sugestões.
Quanto a licença eu estou pensando na Creative Commons Share Alike, que permite remixagem do trabalho, distribuição, exibição, lucro, autoria e é uma licença viral (trabalhos derivados não podem ter uma licença mais restrita que essa). As imagens do livro também serão de licenças não menos restritas que essa.
Quanto ao nome do livre, eu estava pensando em Como Melhorar o Mundo em 10 Passos Fáceis. Esse 10 seria substituído pelo número de passos dados no livro. Esses passos são coisas bem simples e fáceis como não deixar o celular ligado dentro do cinema. O livro todo são um apanhado de coisas que me chateiam no mundo. Esse título é bem livro de auto-ajuda, o que é bom, vai confundir as pessoas. Livro de auto-ajuda vende pra burro. 
Mas esse não é um livro de auto-ajuda. Seria mais um livro de auto-ajuda ao contrário. Ele não te ajuda em nada, mas vai deixar as pessoas ao seu redor contentes.
Livros de bolso em geral são ótimos.

Eu estava querendo comprar um bom livro de Python mas devido a fortes cortes na minha verba destinada a literatura técnica, teve que ser um livro de bolso mesmo.
Mas livros de bolso e cartões de referência tem suas vantagens, são pequenos, baratos, leves e vão direto ao assunto.
É chato ter um livro que pesa como um halteres e que na prática você só vai precisar mesmo para consulta.
O livro que eu comprei, e já li, e que está aí na foto é o Python Guia de Bolso do Mark Lutz, da O’Reilly e públicado no Brasil pela Alta Books.
O livro em si é muito bom, trata desde assuntos básicos como operações com listas, tuplas, strings, arquivos, passando pela sintaxe da linguagem e tocando em assuntos como Tkinter, Banco de Dados, persistência de objetos, expressão regular e alguns modulos padrão do Python.
Esse livro somado a um console Python, é diversão garantida. Outro item a favor dele é que ele ficou pequeno e leve, realmente um livro de bolso.
Os contras desse livro ficam por conta da edição brasileira. A tradução é péssima, são incontáveis erros. Alguns comandos que deveriam ter sido escrito em inglês foram traduzidos, algumas coisas que deveriam ter sido traduzidas não foram.
A coisa tá bizarra. Tá bizarra e perdeu um
na minha avaliação. Tá certo que o livro original não tem esses problemas, mas é uma forma que eu tenho de dar um puxão de orelha nessas editoras que fazem essas traduções preguiçosas.
O veredicto é:

Ganhou uma nota boa, mas é porque o Python ajudou e o livro tá muito barato. Eu comprei o meu por menos de R$ 20,00 aqui na minha cidade.
Pesquise os menores preços desse e outros livros de Python e saia programando por aí. Buscapé.

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