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Capitu

Não podem deixar de assistir a nova adaptação para micro série de Dom Casmurro, Capitu. Mais uma obra prima de Luiz Fernando Carvalho que também já fez várias outras pérolas para a televisão.

a vida é uma opera

Para quem não assiste TV nem quer esperar o DVD, pode baixar os 5 episódios ou assisti-los no Youtube. Ontem então fecha o navegador e vai ler o livro.

A adaptação está maravilhosa. O estilo atemporal, o cenário, figurino, as atuações (Michel Melamed! Letícia Persiles!), as experimentações, a música! A música! A música está fantástica, é uma representação da experimentação visual que a série traz. Iron Man do Black Sabath tocado no piano, Voodoo Child do Jimi Hendrix, Money do Pink Floyd, Juízo Final do Nelson Cavaquinho e por aí vai.

E não posso deixar de falar da lindíssima Elephant Gun do Beirut, música tema de Bentinho e Capítu. Só de escutar essa música você vai ter certeza que tudo na vida vale a pena.

Traiu ou não traiu? Essa pergunta não tem resposta. Aliás, uma pergunta imbecil já que não é o que importa. Foi por seu ciúme doentio, sua insegurança de sua própria sexualidade e sua vaidade que Bentinho virou Dom Casmurro, perdeu não só Capitu como também deixou passar tudo o que tinha. Vale lembrar que é o mesmo Dom Casmurro já velho e consumido pelo ciúme quem escreve o livro. Esse eterno dilema é só uma distração que encobre a real profundidade do livro.

dom casmurro

ps: eu acho mesmo é que o Escobar comeu o Bentinho ainda no seminário. Esse negócio de padre é foda.

Segundo Capítulo – No Banco

Venho por meio desde post-capítulo-protesto-desabafo, expressar meu desejo de enviar, não somente o meu banco mas vários outros também, para a puta que lhes pariu.

Hoje para tirar dinheiro eu fui não a um, não a dois, não a três, não a quatro mas cinco caixas automáticos até encontrar um que estivesse funcionando. Será possível que estamos regredindo na tecnologia? Não lembro se foi no terceiro ou se foi no quarta caixa, mas eu ainda tive que ouvir a musiquinha do Windows reiniciando. Quem é louco o suficiente para colocar Windows numa máquina de tirar dinheiro? Porra, não dava pra colocar o velho tio atrás dum caixa fazendo o velho serviço manual? Na hora do banco voar no meu pescoço com uma faca para tirar sangue, quer dizer, dinheiro em tarifas, eles são bastante ágeis.

Mas os caixas automáticos são só um dos vários problemas que se tem que enfrentar todo dia quando se vai num banco. O maior dos problemas são as filas e a culpa é nossa, usuários.

Quando você chega num terminal de auto atendimento, seja num banco ou supermercado, há uma enorme fila de usuários para usar os serviços. O problema é que a grande maioria está pagando contas ou simplesmente imprimindo e olhando o extrato. E o pior é que quase todo mundo tira um extrato antes (não sabe nem quanto dinheiro tem), faz um saque e tira outro extrato (pra ver se saiu mesmo). Além de gastar meu tempo ainda gasta papel.

Meu conselho é o seguinte, usemos os serviços do banco da seguinte forma:

  • Banco pela Internet: olhar o extrato, saldo, fazer pagamentos de água, luz e telefone, fazer transferências para conta correntes e conta poupanças, empréstimos, investimentos, ações, etc.
  • Terminal de auto atendimento: Tirar ou colocar dinheiro.

Inclusive boa parte dessas coisas que dá para fazer pela internet dá para fazer pelo celular também.

E o pior é que (no meu banco pelo menos) eles colocaram spam no terminal de auto atendimento. Você passa o cartão e ele joga um popout do tipo “Você já conhece as vantagens do nosso seguro de vida?” e mostra umas opções para continuar com sua vida e outra para ir conhecer as vantagens do seguro de vida. Será possível que vamos ter que usar o Firefox para tirar dinheiro?

Mesmo assim, se todo mundo parase de usar o auto atendimento para pagar contas e fizesse tudo pela internet ainda assim as coisas não iam se resolver.

Essa semana eu estava no centro da cidade, meio dia, solzão cearense de domingo e tive que ir tinha dinheiro no banco. Como era primeiro dia do mês o banco estava lotado. Haviam duas grandes filas. Na primeira haviam vários velhinhos, acho que pra tirar o dinheiro da aposentadoria, lá na frente da fila uma confusão danada. Um estagiário bem novinho tentava arrumar a bagunça. A segunda era tão extensa quanto a primeira, mas haviam vários jovens e estudantes.

Eu pensei, eu vou na segunda fila, a geração mario kart aí deve detonar e fazer tudo bem rapidinho. Na certa quando o segundo velhinho tirar dinheiro eu já devo está fora do banco.

Meia hora depois eu estava quase no mesmo lugar filosofando sobre como foi idiota a minha escolha de fila. Do outro lado os velhinhos estavam se garantindo. Boa parte já tinha ido embora. Enquanto isso na minha fila, três meninas estavam juntas no caixa há um bom tempo. Pelas minhas contas elas já deviam estar finalizando. Não acredito, a geração pokemon é um fracaso. Do que serviu as milhares de horas que nós passamos jogando video-game? Será que nem pra isso serviu?

Primeiro capítulo do livro sem nome

No episódio anterior eu joguei a idéia sobre escrever um livro usando o blog e escrevi o prefácio.

Screenshot “Vamos escrever um livro?”

Muita gente gostou e muita gente deu idéias e muitas idéias são muito boas e com certeza vão ser usadas. A coisa está caminhando bem acho que praticamente todo mundo entendeu o que eu estou tentando fazer e como eu estou tentando fazer.

Se alguém quiser fazer ilustrações, será muito bem vindo, desde que utilize uma licença Creative Commons bem permissiva e compatível com a licença que eu venho usando, a Creative Commons Share Alike.

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