Quarto dia

Um evento com milhares de barracas não podia ficar sem seus barracos.
O que picou essa gente no quarto dia? Muitas coisas aconteceram na quinta-feira mas ficarão ofuscados pelo ocorridos no final da noite e madrugada.

Toda noite rola algum show no palco principal e a balada vai até alta madrugada. Alguns vão, outros ficam nas suas máquinas, outros vão dormir nas barracas, outros vão pros telões e assim a vida segue seu curso na madrugada. Uma das primeiras atrações da noite foi a banda De Leve. Eu estava na minha, trabalhando no laptop nas bancadas, ouvi de longe o som. Apesar de ter meus gostos pessoais eu gosto de conhecer, aprender e escutar coisas novas. Rola de maracatu a música eletrônica, ou as vezes até tudo misturado. Quem não gosta, faz uso de avanços dos recentes avanços da tecnologia moderna, tais como os famigerados headphones.

Lá pelas tantas, um cara (com um caranguejo na cabeça) praticamente invade o palco convicto que está em uma heróica Jihad para instaurar por medida de força seus gostos e preferencias musicais. Daí um efeito em cadeia de vaias e gente correndo sem saber o que estava acontecendo acabou por inviabilizar a continuação do show. Aposto que a maioria alí estava no oba-oba e nem sabia o que estava acontecendo.

A atitude dessa babaca não reflete o espirito do Campus Party nem o da maioria dos campuseiros (que tuitaram fervorosamente contra o ato). Essa atitude só nos denigre e envergonha. Não gostou do som? Vai no seu blog, no seu twitter, bota pra fora o que você pensa, linque, seja lincado, vivemos agora num pais bem livre e temos muitos instrumentos para expor nossas opiniões. Mas durante uma apresentação ou performance, respeite as manifestações artísticas e culturais. Não estamos do lado da censura, do autoritarismo e do Azeredo. Seja um nerd consciente. ;)

Antes que alguém pudesse imaginar que todo esse buzz e atenção podia até ser bom para a banda em questão começa uma outra briga na área de acampamento. Barraco nas barracas. Parece que dois carinhas se estranharam e se atracaram. Apesar de eu ter a informação que eles são de pelotas eu juro que não vou fazer piada com isso. A segurança aplicou um ninguém-entra-ninguém-sai até resolverem a treta. Nessa eu morrendo de me acabar de espirrar e necessitando dormir um pouco no meu colchão inflável pra ver se melhorava. Volto a trabalhar umas cinco da manhã e não demorou muito pra saber de um outro barraco, dessa vez entre os seguranças e uns campuseiros, parece que estavam bêbados.

O que estão colocando no nosso café?

Terceiro dia

Coisas que poderiam vender aqui dentro:

  • Edredom. Na dúvida se ia ser quente ou frio aqui eu trouxe um lençou normal, fininho. Se acherem um picolé com barba morto por aí liguem pra minha família.
  • Mídias virgens, pendrives e cartões de memória. Eu precisei de um pendrive maior, agora só quando voltar.
  • Pilhas. É tanto do gadget que se eu ficar sem pilha já era, ainda bem que eu trouxe em excesso. Mas eu não consegui comprar uma daquelas pilhas de controle de portão, menor que a AAA pra meu “passador” de slides.
  • Toalha, escova de dentes, pasta, shampoo e outros produtos de higiene pessoal. Se você está sem, fique longe de mim.
  • Adesivos em branco. Eu queria uns pra rotular tudo que é meu.
  • Cadeados. Para quem quer trancar sua barraca, sorte que eu consegui um.
  • Luvas. Eu nunca pensei que um dia ia querer tanto uma.
  • Headphone. Esqueci o meu, tô com um de um ouvido só que quebra um galhinho mínimo.

#cparty

No mais só me lembro de começar a congelar por aqui. Deve ser meu novo recorde de frio.