O fato de ser um filme palestino já chama muita atenção.
Paradaise Now, (الجنّة الآ, 2005). Como é bom achar numa locadora um desses filmes que você está a muito tempo procurando. Não tenho do que reclamar dos filmes árabes que eu já assisti, mas produzir um filme dentro de um território ocupado, nas circunstâncias que é a Palestina torna a coisa toda muito mais interessante.
O filme é sobre homens bomba mas, como é de costume, eu não vou revelar mais nada sobre o enredo. Não adianta chorar. Qualquer pequena sinopse iria conter revelações sobre o enredo e isso é uma coisa realmente irritante.
O filme aborda, mas não esgota, o tema do ataque suicida enquanto forma de resistência palestina. Embora o filme tenha sido, naturalmente, muito criticado por isso ele é um olhar muito autocrítico e cauteloso sobre o tema. Ele exibe este tema com detalhes mas sem tomar partido. Quando você acha que isso aconteceu o filme puxa violentamente sua opinião para o outro lado.
Embora ele coloque um lado religioso, também contra balanceia expondo, ainda que delicadamente, a ocupação Israelense. Não há uma visão estereotipada dos elementos e dos personagens, mas sim uma complexa mistura de fatores. Isso ficou muito bom. Pena que os personagens não tenham mais tempo no filme para crescer.
Eu concordo com o filme sobre muitas coisas, somos contra os atentados terroristas já que servem como álibi para Israel e que necessitamos de paz e que para a paz seja atingida é necessário haver duras concessões.
Se você se interessar pelo tema sugiro também o estupendo Promessas de Um Mundo Novo. Uma coleção de entrevistas com crianças israelitas e palestinas em forma de documentário. Esse me arrancou lágrimas.
Enfim, Paradise Now é um olhar interessantíssimo sobre o assunto e uma imensa coragem de sair do clichês atuais. Um filme obrigatório.
Por faltar alguma coisa que eu não sei o que é o filme fica com 4 de 5 Schnauzers.

O DVD do Paradise Now eu encontrei pelo menor preço aqui (Buscapé).
Fazia um tempo que eu perambulava de calculadora em calculadora procurando algo que eu mesmo não sabia o que era.
Minha jornada homérica terminou com o descobrimento da Speedcrunch.
A funcionalidade mais importante é o display rolante que permite que você veja as operações que você fez antes e com um clique sobre a resposta ou sobre a equação você adiciona ela à entrada.
Suporte a variáveis (a variável ans referencia o último resultado), funções trigonométricas e logarítmicas.
Precisão de até 50 casas decimais. Completamento automático. Sintaxe colorida. Resultado parcial (na foto a caixinha amarela). E pode-se usar ela somente com o teclado.
Sempre vale a pena comprar um boa calculadora de verdade, em ordem crescente de preço no Buscapé.
Quase perfeita. Faltou só duas coisas. Plotar funções (um plugin do Kmplot seria ótimo) e definir variáveis. Ainda assim já está muito boa e você pode usar no lugar no da KCalc do KDE com muitas vantagens.
Sendo assim ela conseguiu conquistar os 5 Schnauzers:

A SpeedCrunch está disponível para Linux, Windows e Mac OS X. Faça o Download.
Jan 17 2007
Por Silveira, tags: Ashte, Já vi esse filme, tipo assim.
Um filme sobre ficção científica e cultura nerd.
O Guia do Mochileiro das Galáxias (The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy, 2005). Eu sempre quis ler esse livro, aí lançaram um filme e eu decidi finalmente dar um espiada.
É um lugar comum dizer que uma adaptação de livro não rende um bom filme e é ainda mais estranho quando quem diz isso nem leu o livro. Mas eu vou me explicar.
A proposta do filme é ser um comédia, do melhor humor britânico, tendo como tema a ficção científica (mas eu não o considero uma sátira). Ele até vai no caminho: bons atores, excelentes personagens, um roteiro promissor e nota-se que a equipe é competente tecnicamente mas a coisa toda simplesmente não dá certo.
A sensação quando eu assisti é que ficou parecendo como uma compilação mal sucedida de um longo seriado. Seria como fazer um Star Wars dos 6 episódios em 100 minutos.
Os personagens são muito ricos e muito engraçados mas não houve espaço nem tempo para eles se desenvolverem. E olha que tinham o John Malkovich no elenco. Apesar disso eu achei Sam Rockwell estupendo como Zaphod. Um dos
por isso.
Assistindo aos extras no DVD do filme dá para entender porque o filme não dá certo. O diretor cortou muita coisa boa (há um piada sobre ateísmo, muito boa) e colocou muita coisa ruim. Há cenas inteiras, importantes para o continuidade do filme, que foram simplesmente cortadas.
Por ser um humor meio sem graça, que não ficou nem inglês nem hollywoodiano, e pela falta de ritmo e continuidade no filme, ele perde quase tudo. O DVD do filme você pode comprar aqui (buscapé).
Minha nota, 2 de 5 Schnauzers:

Mas isso não abalou minha vontade de ler esse livro, pelo contrário, foi realmente uma visão embaçada do que o livro tem para oferecer. Espero comprar ele o quanto antes. Se você quer comprar ele agora, está quase de graça aqui (buscapé).